Após fraturar patas, cachorro “vira bípede” e abraça seu herói


Bruna Oliveira / R7
Bruna Oliveira / R7

O SRD Feroz é o cãozinho mais famoso de São Gonçalo, região metropolitana do Rio. Nas ruas, crianças, adultos e idosos param para ver o andar inusitado do animal. O R7 esteve no bairro Amendoeira para conhecer o cachorro que se locomove sobre as patas traseiras e ainda distribui abraços. É isso mesmo. O caso é uma verdadeira história de superação.

O cachorro já conquista os fãs pelo temperamento dócil. Mas a pequena Rayanne de Souza, de 7 anos, fica curiosa e interessada pelo cão que anda que nem gente.

— Acho lindo! Ele parece uma criancinha.

E parece mesmo. Ele anda com dificuldade, como um bebê querendo aprendendo a andar. A cena é uma gracinha e, ao mesmo tempo, comovente. A vida do Feroz mudou há um mês. Segundo a tutora do cachorro, Silvânia Dias, ele virou bípede após ser agredido com um taco de sinuca por um vizinho. O animal fraturou as patas dianteiras, passou por duas cirurgias, colocou pinos e, por pouco, não precisou de amputação. Ele se recupera bem, mas ainda tem dificuldade para firmar as patinhas feridas no chão.

Preocupada com a saúde do bichinho, Silvânia se pergunta se, algum dia, Feroz voltará a andar como cachorro.

— Foi depois da cirurgia que Feroz começou a andar só com as duas patas. Eu ando na rua e ele vem em pé. Isso chama a atenção de quem passa. Vai todo mundo parando, tirando foto e fazendo vídeo. Isso me assusta porque nunca vi um cachorro andando desse jeito.

O cachorro é alegre e muito carinhoso. Com seu andar desequilibrado e as patas desalinhadas, ele passou a distribuir abraços também. Um dos momentos mais emocionantes da reportagem foi quando ele reencontrou o seu herói: o vizinho João Batista, que ajudou a socorrer o animal ferido. João contou que desde o ocorrido a recepção passou a ser com um longo abraço.

— Sempre que venho é essa festa.

O veterinário Robson de Azevedo, que cuida de Feroz, explicou que o novo comportamento do animalzinho se trata de uma adaptação ao fixador externo que o bicho está utilizando para corrigir as patas quebradas. Segundo ele, o cachorro deve voltar a se locomover normalmente depois que retirar os pinos.

— Vamos retirar o fixador daqui a três meses. Depois disso, ele deve voltar ao normal. Cães têm facilidade para se adaptar a esse tipo de problema. Tem vários cães com casos parecidos na internet. Não se trata da “Revolução dos Bichos”. É adaptação. Eles se viram bem. Na radiografia, conseguimos visualizar que ele não teve rejeição ao implante. As patas ainda estão um pouco desalinhadas pela falta de estabilidade. Mas o quadro dele está evoluindo bem.

Fonte: R7


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