Lei pode dar uma chance a animais explorados em experimentos científicos


(da Redação)

Beagle resgatado de laboratório em dezembro do ano passado (Foto: Beagle Freedom Project)
Beagle resgatado de laboratório em dezembro do ano passado (Foto: Beagle Freedom Project)

Na terça-feira (10), a comissão de educação superior da Assembléia da Califórnia, nos Estados Unidos, aprovou a Bill 147, ou lei número 147, que obriga universidades do estado que usem cães ou gatos em experimentos a permitirem que os animais sejam adotados depois de explorados nos estudos. As informações são da ONG PETA (People for the Ethical Treatment of Animals).

Proposta pelo deputado Matt Dababneh, a lei foi bem recebida ao longo de todo espectro político e foi apoiada por pessoas como a atriz e ativista Nikki Reed (Crepúsculo). Ela pediu que a Assembleia aprove a lei, o próximo passo para que seja executada.

Virtualmente, nenhum experimento em cães e gatos é ilegal e os animais são frequentemente submetidos à alimentação forçada e a altas doses de substâncias de diversos tipos, entre drogas farmacêuticas, produtos industriais, pesticidas e substâncias domésticas para higiene pessoal e limpeza, que podem causar envenenamento. Outras práticas cruéis incluem cirurgias invasivas e procedimentos dolorosos ou estressantes, como paradas cardíacas forçadas. Beagles são algumas das vítimas prediletas, em razão do porte pequeno, personalidade dócil e condição genética.

A proposta segue na assembleia para aprovação. O legislativo do estado americano de Connecticut também analisa uma lei similar.

No Brasil, os testes em animais também são legalizados e várias espécies são utilizadas. O estado de São Paulo foi o primeiro a proibir experimentos com animais para produtos cosméticos e uma lei parecida está em tramitação na Câmara Federal. Todos os outros usos continuam permitidos como em experimentos científicos e no ensino de universidades.

Nota da Redação: A proposta é um alívio para os cães e gatos submetidos à crueldade da vivissecção e que são geralmente mortos depois da tortura, ou “reutilizados”. Porém, esses animais não deveriam ser explorados em nome da ciência ou do ensino, pois são submetidos a procedimentos violentos tanto fisicamente quanto psicologicamente, o que representa um desrespeito ao direito à vida e à liberdade desses seres, sejam eles cães, gatos, macacos ou camundongos. Além disso, existe um movimento de cientistas e estudiosos que defende que o modelo da experimentação animal é ultrapassado e atrasado. Métodos substitutivos cada vez mais conquistam credibilidade na área científica e aprovação por parte da sociedade que clama pelo fim das torturas praticadas na vivissecção.


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