Fundação apresenta palestra sobre as perspectivas dos métodos alternativos à experimentação animal


Por Alex Avancini (da Redação)

fapesp

A FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), oferece no dia 31 de março a palestra: “Challenges and perspectives in research on alternatives to animal testing” (Desafios e perspectivas na pesquisa sobre alternativas à experimentação animal). O workshop tem como objetivo apresentar as iniciativas e perspectivas dos métodos alternativos à experimentação animal para trocar ideias, conceitos e inovações na área, trazendo habilidades que atualmente estão isoladas, permitindo que esta questão seja tratada por diferentes áreas de conhecimento.

Dois profissionais de renome internacional foram convidados para apresentar o tema: a doutora Chantra Eskes, da Sociedade Europeia de Toxicologia in vitro (ESTIV, Suíça) e SeCAM, (Services & Consultation for Alternative Methods Limited) e o Dr. Thomas Hartung, do centro para métodos alternativos ao uso de animais Johns Hopkins Univ Hospital (CAAT).

A palestra será transmitida em inglês com tradução simultânea. O local é o prédio da FAPESP em São Paulo, na rua Pio XI, 150, no bairro do Alto da Lapa, com início programado para às 9h e encerramento às 16h.

O evento ainda contará com apresentações de trabalhos em métodos alternativos de pesquisadores brasileiros, como Ivo Bucaresky, da gestão Institucional da Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Diges / Anvisa), Eduardo Pagani do laboratório nacional de Biociências (LNBio), Wagner Quintilio, do Instituto Butantan, Maria José S. M Giannini, da Universidade Estadual de São Paulo (UNESP), Silvya Stuchi Maria Engler, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF / USP) e Claudia Viana Maurer Morelli, da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

Mais informações podem ser obtidas no site, por email (rbs@fapesp.br) ou pelo telefone (11) 3838-4394.

Testes em animais

Considerado um método extremamente violento, a vivissecção é o ato de dissecar um animal vivo com o propósito de realizar estudos de natureza anatomo-fisiológica. Trata-se de uma intervenção invasiva em um organismo vivo, com motivações científicas ou pedagógicas. Recentemente, duas alunas do curso da UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro), pensando em seguir essa nova tendência científica de não mais utilizar animais, enfrentaram forte resistência por parte de alguns professores do Instituto de Biologia do seu curso por solicitarem o direito à objeção de consciência em relação às práticas didáticas envolvendo animais vivos (ou mortos) em sala de aula.

No Chile, a No Más Vivisección divulgou números assustadores do relatório de vendas de animais de laboratório do Instituto de Saúde Pública (ISP). Mais de 160.000 animais foram vendidos no país para serem usados em experiências cientificas, apresentando um aumento de 30,42%, mostrando que infelizmente a América Latina ainda engatinha no assunto sobre o futuro da ciência, sobre a utilização de métodos cada vez mais tecnológicos que eliminam a necessidade de tirar a vida de maneira violenta de animais sencientes.

Cada vez mais a sociedade tem manifestado sua reprovação para tais métodos, na Itália, centenas de ativistas trouxeram ao mundo imagens de uma das maiores libertações coletivas já vistas na história dos direitos animais. Levantando cartazes anti-vivissecção, os ativistas libertaram dezenas de cães da raça beagle de dentro de um dos maiores criadouros de cães no mundo, a Green Hill. O laboratório de testes em animais da região de Montichiari, lucrava todos os anos com a criação de 2.500 cães da raça beagle, vendidos às indústrias interessadas para serem explorados em cruéis experimentos. Esta invasão rendeu o fechamento do local meses depois e a prisão dos responsáveis pelos maus-tratos.

No Brasil, dezenas de ativistas invadiram o laboratório de pesquisas na cidade de São Roque, no interior de São Paulo, para resgatar cães da raça beagle que eram violentamente usados em pesquisas. O resultado foi o fechamento do Instituto Royal na cidade e o caso ganhou os noticiários em todo o mundo. De iniciativa nacional, o Instituto Nina Rosa mantém a distribuição de um material informativo “Não Matarás”, que tem como tema principal o olhar bastante abrangente sobre este sistema que mata mais do que salva. O uso de animais no ensino, o medo dos estudantes em expressar sua rejeição a esses métodos cruéis e a continuidade de um pensamento acadêmico já ultrapassado é mostrado no filme. Filósofos, cientistas e ativistas revelam o que verdadeiramente acontece em segredo dentro dos laboratórios de experimentação.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

CATIVO EM ZOO

CRIME AMBIENTAL

RESPONSABILIZAÇÃO

ABERRAÇÃO LEGISLATIVA

ESCRAVIDÃO

EXEMPLO

CICLOVIA RIO PINHEIROS

ESTRESSE

RESILIÊNCIA


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>