População do Leopardo-de-Amur duplica nos últimos 7 anos


Foto: Reprodução
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O mais recente censo de leopardo-de-Amur, Panthera pardus orientalis, um dos mais raros felídeos do mundo, revelou que o tamanho da população duplicou nos últimos 7 anos, passando de 30 a 57 animais no seu último reduto russo, a que se somam 8-12 indivíduos na China.

O leopardo-de-Amur é uma das cinco subespécies de leopardo, Panthera pardus, que existem atualmente, estando todas fortemente ameaçadas. Esta subespécie, que ocorre no Sudeste da Rússia, numa zona de fronteira com a China, está classificada como “Criticamente Em Perigo” na Lista Vermelha das Espécies Ameaçadas.

Segundo a ficha da subespécie disponível no website da Lista Vermelha, a última avaliação do seu estatuto de conservação tinha sido feita em 2008, tendo nessa altura o leopardo-de-Amur sido dado como extinto na China, fazendo a Wildlife Conservation Society referência a incursões de alguns animais russos em território chinês.

Por estar muito próximo da extinção e só existir na Rússia o governo deste país criou, em 2012 e fruto da pressão da WWF, um parque nacional para garantir a conservação dos territórios de reprodução do tigre de Amur e salvaguardar o seu futuro.

O Parque Nacional das Terras do Leopardo abrange uma área de cerca de 262.000 hectares que cobre 60% do habitat remanescente da subespécie. Agora, em colaboração com departamento da Academia das Ciências Russa e com o apoio do Centro do Leopardo-de-Amur e da WWF-Rússia, o parque levou a cabo um estudo da população recorrendo a armadilhem fotográfica.

As cerca de 10.000 fotografias obtidas por máquinas automáticas distribuídas por uma área de quase 365.000 hectares, permitiram identificar quase 60 animais a partir do padrão único de manchas da sua pelagem, indicando que a população está, inequivocamente, a crescer, o que faz aumentar a esperança de que o leopardo-de-Amur possa ser salvo.

“Apesar de estar à beira da extinção, o leopardo-de-Amur está a mostrar sinais encorajadores de uma recuperação gradual, demonstrando que os esforços de conservação dedicados compensam”, disse Carlos Drews diretor da do Programa Global de Espécies da WWF.

O responsável acrescenta que o futuro da conservação da subespécie passa pela união de esforços entre a Rússia e a China para estabelecer uma área protegida transfronteiriça:

“A colaboração entre a Rússia e a China para proteger vastas áreas de habitat adequado para o leopardo é o próximo passo na proteção da espécie”.

Por outro lado, está prevista a reintrodução da subespécie numa outra área de reserva no Leste da Rússia, a Lazovsky Nature Reserve informa a KBZK, fazendo referência a um plano elaborado em conjunto pela WWF, a autoridade russa de vida selvagem e a Wildlife Conservation Society que envolve a libertação de animais nascidos em cativeiro em jardins zoológicos estrangeiros.

Fonte: Natur Link


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