Turista americano acaba ferido em cruel corrida de touros na Espanha


Por Alex Avancini (da Redação)

Foto: Divulgação
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Um estudante norte-americano que passava férias com amigos na Ciudad Rodrigo, na Espanha, foi ferido enquanto participava do Carnaval del Toro, evento envolvendo a soltura de touros na cidade. Benjamin Miller, de 20 anos, foi atingindo pelo animal no momento em que os touros foram soltos para percorrer as ruas da cidade após passarem por situações de extrema provocação, maus-tratos e estresse para participarem do cruel evento espanhol.

O turista foi levado para o hospital da cidade de Salamanca e operado com emergência. O norte-americano sofreu um corte de cerca de 40 centímetros em uma das coxas mas outras cirurgias não estão descartadas. “Foi o maior ferimento provocado por touro que tive que fechar”, disse um médico do hospital.

Infelizmente em algumas cidades espanholas as touradas e as corridas de touros são ainda encaradas como manifestações culturais. Entre 45 e 50 mil turistas visitam a cidade nos finais de semana do evento. A cidade tem apenas 14 mil pessoas e faz desses eventos os principais atrativos para a economia local.

A ONG internacional pelos Direitos Animais Igualdad Animal luta contra a exploração de touros na Espanha e estima que cerca de 60 mil animais são utilizados por ano nestas festas populares. Segundo a organização, Espanha, Portugal, França e alguns países latino-americanos como México, Colômbia, Peru, Venezuela, Equador, Panamá e Bolívia têm em comum esta triste realidade: considerar entretenimento os abusos envolvendo os animais.

Em outras cidades como Valência, os touros além de estressados, perturbados e incentivados a agir violentamente contra o público, são submetidos a queimaduras de fogo, como ocorre no festival “El toro embolado”.

Além dos touros, novilhas e bezerros são vítimas de extrema violência nestes shows espanhóis.

Nota da Redação: Infelizmente algumas cidades continuam a produzir estes festivais porque ainda existem pessoas que comparecem para assistir aos espetáculos de crueldade. Não há espaço para esse tipo de manifestação na sociedade atual. É preciso sensibilizar as pessoas não só em relação aos perigos enfrentados pelos humanos, mas também encarar o fato de que há violência e ferimentos ainda maiores em relação aos não humano, os touros. Seres condicionados a realizar atividades nada naturais para sua espécie em nome do entretenimento. Boicotar este tipo de violência é o primeiro passo para libertar os animais do terrível fardo que a cultura os impõe.


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