Iniciativas no Brasil e nos EUA criam projetos para ajudar animais abandonados ou tutelados por famílias pobres


Por Bruna Araújo (da Redação)

Foto: Divulgação / Jornal Folha do Sul
Foto: Divulgação / Jornal Folha do Sul

Bagé (RS), é famosa pelo seu clima europeu e também é conhecida como a “Cidade das Casinhas Amarelas” , projeto idealizado pela ativista Stefânia Corrêa, e financiado por empresas e pessoas físicas. O objetivo do projeto é abrigar do frio animais abandonados através da instalação de casinhas nos canteiros das ruas.

Esses animais são adotados pela população e se tornam comunitários, ou seja, os moradores não os abrigam dentro de suas casas, mas oferecem água, comida e socorro médico sempre que necessário,uma ação reconhecida pela lei estadual 13.193/2009 do Rio Grande do Sul. O projeto é defendido por diversos parlamentares gaúchos, entre eles, a deputada Regina Becker (PDT), que luta para conseguir apoio público para a inciativa. Todos os animais participantes do projetos são castrados, vacinados e recebem tratamento veterinário.

Preconceito

O projeto “Casinhas Amarelas”, infelizmente, não foi aceito por toda população da cidade. Em um censo não oficial realizado em setembro de 2014, cerca de 70% da população foi contra a implantação dos abrigos por considerá-los “focos de proliferação” de animais abandonados. No entanto, o projeto segue com o apoio de moradores e protetores da causa animal da cidade.

EUA e proteção de cães no inverno

Agora cães tutelados por famílias pobres do Tenessee, Estados Unidos, podem correr livremente em qualquer época do ano graças a iniciativa da ONG Dogs Deserve Better. Os voluntários constroem cercas ao redor das propriedades e abrigos para os animais com o objetivo de garantir a liberdade  e a integridade física dos cães principalmente durante o inverno.

Marcus Ratcliff e Rebecca Sanderson e outros voluntários dedicam a manhã de sábado para que os cães ganhem mais metros de cercas em North Nashville e possam ser mantidos sem correntes. (Foto: Alan Poizner)
(Foto: Alan Poizner)

Segundo a ONG, famílias que não abrigam os animais dentro de suas residência, têm por hábito mantê-los presos com correntes do lado de fora ou soltos e desprotegidos nas ruas principalmente na estação mais fria do ano. A ação da entidade deseja erradicar o uso de correntes e outros utensílios que privem a liberdade dos animais. O projeto veio de encontro com o objetivo de um recente projeto de lei do Tenessee que proíbe a permanência de animais presos sob temperaturas frias, o que é considerado maus-tratos.

Para mais informações sobre a Dogs Deserve Better, visite sua página oficial.

Nota da Redação: Ambos os projetos são louváveis e evidenciam a preocupação pelo bem-estar animal de cães e gatos na forma de ações sociais como as mostradas acima. Seja abrigando e protegendo animais de famílias pobres, que não abrem mão da tutela deles, independente de sua condição financeira, ou abrigando animais em situação de abandono. Sobre a proposta das “Casinhas Amarelas” é importante ressaltar para a sociedade gaúcha que o principal foco de “proliferação de animais” é o abandono e a negligência da população. Desejamos que mais iniciativas com essas se espalhem não só no país, mas em todo o mundo.

 


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