Após 2 anos, gata que foi mordida por homem ainda tem ‘traumas’, diz tutor


Antônio Júnior adotou a gata auxiliou na recuperação da gata e a adotou (Foto: Arquivo pessoal)
Antônio Júnior adotou a gata auxiliou na recuperação
da gata e a adotou (Foto: Arquivo pessoal)

Em 2013, um vídeo que mostrava uma gata com a cabeça entre os dentes de um homem causou repercussão no Amazonas. As cenas, filmadas em Iranduba, a 27 km da capital, deixaram o farmacêutico Antônio Oliveira Júnior, de 38 anos, indignado. Ele adotou o animal e ajudou na recuperação do felino. “Dubinha”, como cariosamente é chamada, agora é companheira de Antônio. Apesar de ter se recuperado fisicamente depois de cirurgias, a gata ainda sofre com traumas da agressão.

No fim da tarde do dia 19 de janeiro de 2013, o produtor audiovisual Zeudi Souza flagrou o momento em que um homem visivelmente embriagado mordia a cabeça e o pescoço da gata, no estacionamento de uma feira de frutas, em Iranduba. O vídeo foi publicado do You Tube. Depois da repercussão do caso, a ONG Pata (Proteção, Adoção e Tratamento Animal) resgatou a gata e os sete filhotes dela um dia após as agressões.

“Eu fiquei bastante comovido e revoltado quando vi o vídeo. Inclusive, a minha intenção era ir até Iranduba acertar as contas com aquele homem. Só que as meninas da ONG Pata foram antes. Acreditávamos que ela estava morta porque, no vídeo, ela aparece com a respiração ofegante no final do vídeo. As meninas da ONG foram para Iranduba no intuito de registrar o Boletim de Ocorrência. Foi quando os policiais falaram que a gata estava viva. Elas foram atrás e trouxeram a gata e os filhotes dela para Manaus. Ela recebeu dos policiais o nome de Irandubinha”, relembrou Antônio Oliveira.

A gata teria sido transferida para a capital em estado grave para receber tratamento. O animal passou por três cirurgias na garganta. Apesar da gravidade das lesões na traqueia e dos ferimentos no pescoço, Dubinha conseguiu se recuperar das lesões durante 40 dias de internação. O farmacêutico, que estava no grupo responsável pelo auxílio ao animal, resolveu adotar a gata em fevereiro de 2013. Os filhotes foram doados pela ONG.

“Dubinha”, como agora é chamada a gata, ainda apresenta traumas, de acordo com Antônio Oliveira. “Ela é minha companheira, é dócil, fica no colo sem reclamar, pesa quase seis quilos e é saudável fisicamente. No início ela estava muito assustada. Até hoje tenho percebido que quando pego ela sem que ela venha até mim, ela não tem total confiança. É como se tivesse medo. Provavelmente é uma sequela daquela maldade”, relatou o farmacêutico, que reside em Manaus.

Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Agressor

Um pedreiro de 42 anos, suspeito de ser o homem que aprece agredindo a gata, foi preso pela Polícia Civil dois dias após o crime em Iranduba. O homem autuado no Artigo 32 da Lei Federal 9.605/98, que prevê pena de três meses a um ano de detenção para quem maltratar, abusar, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena pode ser aumentada de um sexto a um terço, em caso de morte do animal. O homem responde ao processo em liberdade.

“Esperamos que ele seja realmente condenado e sofra alguma punição, mas, provavelmente, ele vai pegar algum serviço comunitário. Meu medo é que ele se revolte mais ainda e faça maldade com mais animais. As pessoas comentavam que ele já maltratava animais antes de agredir a Dubinha”, enfatizou Antônio Oliveira Júnior.

Fonte: G1


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