Deputada vai a Bagé (RS) defender casinhas para cães comunitários


Foto: Divulgação
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Um cachorro comunitário é aquele que mora em determinada rua, mas as pessoas daquela região cuidam dele, dando água, comida e chamando o socorro, caso o veja machucado. Inclusive há uma lei estadual, a 13.193/2009, que reconhece estes animais.

Eles foram o centro de uma polêmica, quando começaram a ganhar casinhas amarelas, financiadas por empresas e pessoas físicas. O projeto, idealizado pela voluntária da causa animal, Stefânia Corrêa, foi denunciado ao Ministério Público (MP), com a justificativa de interferir na paisagem do quadrilátero tombado de Bagé, assim como os animais serem perigosos para a sociedade e prejudicando o trânsito. Foi para defender o direito dos cães comunitários que a deputada estadual Regina Becker (PDT) foi a Bagé na terça-feira.

Primeiro ela se reuniu com o prefeito Dudu Colombo, junto às voluntárias Stefânia e Deise Rocha e a vice-presidente do Núcleo Bajeense de Proteção aos Animais (NBPA), Patrícia Coradini.

“Sugerimos que ele proponha ao MP um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), no qual todas as partes envolvidas na ação assumirão responsabilidades”, afirmou a deputada.

Posteriormente, aconteceu uma reunião no MP com os promotores Éverton Meneses e Marcos Saralegui. Lá foi protocolado um documento, explicando que todos os cães que receberam as casinhas recebem cuidados. “Todos estes animais já eram abandonados. O NBPA fez a castração e periodicamente dá vermífugo e anti-pulgas. Eles sempre foram cuidados por pessoas que moram ou trabalham próximo aos lugares onde as casinhas foram instaladas, não são animais novos colocados lá. A diferença é que antes eles ficavam em caixas de papelão que as pessoas davam e agora têm um abrigo”, explica Patrícia.

A voluntária Deise acredita que tudo foi uma confusão, que a partir de agora começa a ser elucidada. “Não se tinha a informação de que estes animais eram cuidados. Esperamos que agora tudo se resolva da melhor forma para os cães. Os projetos que existem em Bagé de proteção aos animais são exemplo em todo o Estado”, destaca.

“Compartilhamos a opinião de que a iniciativa é um avanço e está concatenada com a forma contemporânea de se pensar políticas públicas para os animais domésticos, sem prejuízos aos seres humanos. Este olhar contrapõe-se ao ato de recolhimento e confinamento em canis e gatis, e trabalha com a conscientização e sensibilização da sociedade, que passa a participar ativamente, sendo parceira do poder público”, publicou Regina em uma rede social sobre sua visita na cidade.

Fonte: Jornal Minuano


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