Ativista quer combater abandono de animais em Goiânia (GO)


Foto: Divulgação
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Formada em administração de empresas, a paulistana Roseli Delazari, 44 anos, fez de sua paixão pelos animais uma profissão. “Em São Paulo, eu já trabalhava, junto a uma ONG, com resgate e adoção de animais abandonados. Mas aqui [em Goiânia] esse trabalho é muito pouco conhecido”, afirma ela, que há nove meses mudou-se para a capital goiana.

A ativista pelos direitos animais revela que quer desenvolver em Goiânia o mesmo trabalho de amparo e adoção de animais abandonados, porém, diz que não tem encontrado apoio algum junto ao poder público. “Estou impressionada com o grande número de animais abandonados aqui, e há muita denúncia de maus-tratos. Até tentei buscar apoio junto à Prefeitura para que seja feita uma campanha para castração de cães e gatos abandonados, mas infelizmente não obtive uma resposta muito boa, mas continuo pressionando”.

Atualmente, Roseli tem cuidado de oito cachorros e cinco gatos, todos resgatados por ela. Após cuidar dos animais, que, segundo ela, chegam as suas mãos, quase sempre, bem debilitados, ela busca famílias ou pessoas que possam adotá-los. “Não concordo com a venda de animais domésticos. Tem muita gente que tem ganhado dinheiro com isso sem se preocupar com o bem-estar deles. A maioria das pessoas compra cães ou gatos, mas, ao perceber que não tem condições de cuidar, acaba abandonando os animais”.

Apesar da falta de apoio do poder público, Roseli espera conseguir de empresas privadas apoio para desenvolver seu trabalho de proteção dos animais. “Percebo um grande número de animais abandonados em Goiânia, e isso é ruim para a própria cidade. Por isso é preciso fazer um mutirão para castrar esses animais. É uma cirurgia simples e não faz mal ao animal”, defende a ativista.

Paçoca

Impressionada com as várias denúncias de maus-tratos aos animais de que toma conhecimento, Roseli lembra da história de um de seus últimos resgatados: um cão SRD de aproximadamente dois anos que recebeu o nome de Paçoca. “Estava indo fazer o resgate de um animal e no caminho vi uma cena terrível. Um cão estava com um machado na cabeça. Ele foi ferido pelo próprio tutor, que já o tinha jogado na rua”.

A protetora diz que ficou chocada com o que viu e chegou a chamar a polícia. “Mas ninguém veio e aí preferi dar atenção ao animal, que estava precisando de cuidados urgentes. Levei ele a uma clínica veterinária para receber os primeiros socorros. Paguei a consulta e os medicamentos e hoje, apesar de ele estar ainda muito debilitado, tem se recuperado bem. Felizmente, o condomínio onde eu moro me cedeu um espaço para eu cuidar dele”, conta Roseli.

Ao questionar o tutor do cachorro sobre os motivos dos maus-tratos, a explicação, segundo Roseli, era de que o cão havia feito xixi no local errado. “Ele disse que estava apenas corrigindo o cachorro”, relembra, indignada.

Ajude

Roseli Delazari
Contato: 9239-8110

Fonte: Jornal O Hoje


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