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Prefeito de Nova York apresenta projeto de lei para proibir carruagens puxadas por cavalos

(da Redação)

Foto: Their Turn
Foto: Their Turn

Após uma campanha de oito anos nas ruas, na câmara municipal e na mídia, ativistas de Nova York estão dando um passo gigante na direção de seu objetivo de por um fim às carruagens puxadas por cavalos nas congestionadas ruas do centro de Manhattan.

Na segunda semana de dezembro, espera-se que o prefeito Bill de Blasio  introduza um projeto de lei que irá proibir a cidade de renovar as licenças de carruagens que começariam em meados de 2016, e evitar que os cavalos sejam mortos. A lei também oferece várias provisões de trabalho, incluindo licenças de taxi no valor de 6 mil dólares para atuais motoristas de carruagens. O projeto não será posto em votação por alguns meses para permitir a consulta pública e a defesa de ambas as partes.

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Manifestação da Coalizão pela proibição das carruagens puxadas por cavalos. Foto: Donny Moss
Manifestação da Coaliton to Ban Horse-Drawn Carriages. Foto: Donny Moss

Em 2006, Elizabeth Forel, ativista veterana de direitos animais de Nova York, fundou a organização Coaliton to Ban Horse-Drawn Carriages. Os esforços incansáveis do grupo levaram a uma mudança no discurso do público, com cidadãos nova-iorquinos e autoridades eleitas falando pela primeira vez sobre proibição do negócio.

Em 2008, um outro grupo de direitos animais, o NY-CLASS, que vem pressionando os legisladores de Nova York durante os últimos anos em prol de uma proibição das carruagens puxada por cavalos, propôs carros elétricos vintage como alternativa para enfrentar acusações por legisladores de que a proibição iria eliminar postos de trabalho. O projeto de lei do prefeito permite que os motoristas de carruagens adotem essa alternativa, se tiverem interesse.

Cantora e ativista Chrissie Hynde apresenta carros vintage alternativos às carruagens, propostos pela NY-Class. Foto: Reprodução
Cantora e ativista Chrissie Hynde apresenta carros vintage alternativos às carruagens, propostos pela NY-Class. Foto: Reprodução

Ao longo dos anos, o grupo de direitos dos animais PETA também tentou promover a conscientização sobre a situação das carruagens de Nova York através de campanhas provocativas, celebridades como porta-vozes e protestos.

Em 2008 e 2009, o documentário BLINDERS sobre a controvérsia das carruagens puxadas por cavalos da cidade foi ao ar no Documentary Channel e foi exibido em festivais de cinema em todo o país, expondo a um público desavisado a verdade por trás da tradição desse comércio em Nova York.

Depois de ser informado sobre o assunto, o prefeito fez uma promessa de campanha para proibir carruagens puxadas a cavalo “desumanas” e “inseguras” nas ruas de Nova York durante a corrida eleitoral de 2014.

A principal candidata nas eleições para prefeito, Christine Quinn, bloqueou os esforços para ajudar os cavalos e, ao invés disso, aprovou um aumento no pagamento dos motoristas quando ela dirigiu o Conselho de Nova York. Por causa de seu notável registro de flagrantes em matéria de proteção aos animais, ativistas locais lançaram uma campanha de quatro anos em 2009 para paralisar sua campanha eleitoral. Ela obteve um distante terceiro lugar nas eleições, o que demonstra o impacto potencial das bases de defesa de direitos animais.

Candidata a prefeita Christinne Quinn, que defendia as carruagens, perdeu as eleições. Foto: Reprodução
Candidata a prefeita Christinne Quinn, que defendia as carruagens, perdeu as eleições. Foto: Reprodução

As carruagens foram contidas ou totalmente eliminadas em muitas áreas urbanas em todo o mundo, incluindo Londres, Paris, Pequim e Toronto. Há apenas uma semana, os legisladores de Salt Lake City também votaram por unanimidade a proibição das carruagens puxadas por cavalos.

Assine a petição para ajudar a pressionar pelo fim dessa exploração aos cavalos em Nova York.

Assista ao trailer do premiado documentário “BLINDERS: The Truth Behind the Tradition”, e para saber mais, visite o site.

Painel eletrônico do PETA na Times Square. Foto: Reprodução
Painel eletrônico do PETA na Times Square. Foto: Reprodução

1 COMENTÁRIO

  1. De Paquetá à New York o calvário é o mesmo. Nenhum equino nasceu para puxar peso alheio. Cada um puxe seu corpo pelo mundo, pois se é um animal, justamente, nasceu com a força de tração para se levar aonde quiser. E para levar-se aonde quiser que o cavalo nasceu com a força adequada a puxar seu peso. Tudo o que o forçamos a fazer é tortura. Não tem outro termo. É preciso pôr termo a essa “tradição”.

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