Tráfico

Apreensões de animais silvestres aumentam em 2014

Papagaios são principais alvos de traficantes de animais silvestres (Foto: Divulgação/PMA)
Papagaios são principais alvos de traficantes de animais silvestres (Foto: Divulgação/PMA)

As apreensões de pássaros silvestres, que estavam sendo traficados, entre janeiro e julho deste ano já superaram em 7,5 % as feitas em todo o ano de 2013. Neste ano, a quantidade de apreensões vai ser a maior que a dos últimos três anos – foram 1.063 animais apreendidos até julho de 2014. As aves, entre elas uma arara azul, são encaminhadas para os Cras (Centro de Recuperação de Animais Silvestres) onde ficam até se recuperarem e serem devolvidos para a natureza.

A maior apreensão em 14 anos aconteceu em 2011, quando cinco mil animais foram recapturados, mas as apreensões de 2014 superam 2013 e 2012. As capturas foram feitas pela PMA (Polícia Militar Ambiental), PRF (Polícia Rodoviária Federal) e PF (Polícia Federal).

De acordo com o major da PMA, Edmilson Alvino Queiroz, normalmente os animais recapturados são encontrados durante fiscalizações de rotina ou por denúncias anônimas. O Major lembra que o tráfico mais comum é de papagaios e partir de agora é provável que as apreensões diminuam. “Em dezembro não se tem mais filhotes desses pássaros, então não tem mais tráfico”, afirmou.

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Animais apreendidos passam por adaptação em Cras

Ainda segundo Queiroz, os animais capturados são levados para o Cras, onde passam por um processo de reabilitação e posteriormente vão ser devolvidos à natureza. “Se você chegar e soltar um macaco prego em um grupo, os outros vão mata-lo. Tem que adaptar o animal no grupo novo”, exemplificou.

Mesmo soltos, os animais permanecem sendo monitorados, através de identificadores e com apoio de proprietários de fazendas, que se responsabilizam em alimentá-los enquanto eles ainda voltam ao local para comer. “O proprietário se cadastra e vamos lá para avaliar a fauna e a flora do local, e dependendo nós mandamos uma ou outra espécie de animal”, esclareceu Queiroz.

Ele lembra também que o cadastramento dessas propriedades rurais facilita o trabalho do Cras no interior do Estado, porque, dependendo do caso, não é necessário transferir os animais para a Capital. “Imagina levar um bando de pássaros de Itaquiraí para Campo Grande. São 400 km, eles não aguentam”.

Fonte: O Estado

1 COMENTÁRIO

  1. CLARO QUE AUMENTOU, POIS OS APROVEITADORES “ADORAM” GANHAR DINHEIRO FÁCIL COM A VENDA DESSES E DE OUTROS ANIMAIS! TOMEM VERGONHA, VÃO ACHAR UM TRABALHO DIGNO E DEIXEM NOSSOS ANIMAIS EM PAZ!!

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