Aves presas em telas são libertas em residencial no AM após 200 mortes


Bombeiros usaram viatura com escada mecânica para retirar aves presas as telas nas copas das árvores (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Bombeiros usaram viatura com escada mecânica para retirar aves presas as telas nas copas das árvores (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Após protesto contra a morte de mais de 200 periquitos, o Corpo de Bombeiros resgatou pássaros que estavam presos em telas colocadas nas árvores de um condomínio residencial de alto padrão, situado na Avenida Efigênio Sales, na Zona Centro-Sul de Manaus. A operação ocorreu na noite neste sábado (29). A polícia investiga a morte dos animais.

Durante a tarde, mais de 100 pessoas participaram de uma manifestação contra a morte dos periquitos verdes de asa branca. Já no início da noite, parte do grupo de manifestante permaneceu no local e bloqueou uma das vias de acesso. Ação tinha como objetivo reivindicar a presença de equipes dos Bombeiros para resgatar aves que permaneciam presas nas telas das copas das palmeiras do jardim do condomínio. Depois da obstrução do tráfego de veículos, equipes da corporação foram ao local.

O comandante da operação de resgate, tenente Cristiano Ferreira, explicou que os Bombeiros desamarraram a parte inferior das telas para possibilitar que os pássaros consigam escapar. O número de periquitos resgatados não foi contabilizado, pois logo depois da abertura das telas as aves que estavam agitadas voaram.

Parte inferior de telas foi aberta para permitir a saída dos pássaros (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Parte inferior de telas foi aberta para permitir a saída dos pássaros (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

O resgate contou com um efetivo de 15 bombeiros e três viaturas, dentre elas a autoescada mecânica. “Estamos resolvendo o problema mais imediato. Não podemos retirar as telas, mas estamos resgatando os periquitos presos e deixaremos todas as telas abertas”, justificou o tenente.

Durante a soltura das aves, algumas amostras das telas foram recolhidas pelos manifestantes. As amostras serão encaminhadas para análise em laboratório na capital, de acordo com o presidente do Movimento Democrático Estudantil (MDE), Ponce de Leão. A intenção do grupo é verificar se há algum tipo substância química nas telas, o que poderia ter provocado um envenenamento dos 200 pássaros encontrados mortos na última semana.

Manifestantes coletaram amostras de telas para análise (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)
Manifestantes coletaram amostras de telas para análise (Foto: Adneison Severiano/G1 AM)

Entenda o caso

Centenas de periquitos foram encontrados mortos, na manhã desta quinta-feira (27), na Avenida Efigênio Sales. A suspeita é de que as aves tenham sido envenenadas. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) apura o caso.

Por volta das 10h30 de quinta, os animais estavam caídos na pista, no sentido bairro/centro, e no meio-fio da avenida. Uma testemunha, que não quis ser identificada, relatou, ao G1, ter visto na noite da quarta-feira (26) um homem mexendo na árvore e no chão próximo ao local onde os animais estavam. Ela afirmou acreditar que se tratasse de veneno.

Os animais mortos foram encontrados nas proximidades do Condomínio Residencial Ephygênio Salles, onde, em janeiro de 2012, telas de proteções foram instaladas nas copas de palmeiras para evitar a morte das plantas.

Na época, o chefe da fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), Wellington Alzier, havia informado que a tela de proteção impedia que aves, que todos os dias pousam no local, destruíssem as copas das palmeiras.

A ação causou polêmica entre representantes de Organizações não governamentais (ONGs) de proteção dos animais. Na ocasião, a Semmas informou ainda que, após um mês, seria realizada a retirada das telas para verificar se as aves retornariam ao local ou se já estariam utilizando outras áreas como dormitório. Após dois anos, as telas permanecem nas palmeiras.

Técnicos recolheram aves mortas para a realização de testes (Foto: Ipaam/Divulgação)
Técnicos recolheram aves mortas para a realização de testes (Foto: Ipaam/Divulgação)

 Fonte: G1


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