(da Redação)

Foto: Shutterstock
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Durante a divulgação dos resultados financeiros trimestrais no dia 13 de agosto, pela primeira vez o SeaWorld reconheceu uma ligação entre o documentário “Blackfish” e a queda em seus lucros.

A novidade é que agora o parque, conhecido por confinar animais de vida marinha, está sendo processado por acionistas por não ter previamente reportado o impacto do documentário em seus negócios. O pequeno “deslize” resultou em uma ação apresentada a um tribunal da Califórnia na semana passada. As informações são do Ecorazzi.

Segundo o texto da ação, “O SeaWorld não revelou nos seus documentos da oferta pública inicial (IPO) que ele (a) tinha cuidado indevidamente e até mesmo maltratado a sua população de orcas, o que impactou negativamente na segurança dos treinadores e do público; (b) continuou a apresentar e reproduzir uma orca que matou e feriu vários treinadores; e (c) consequentemente criou incertezas materiais e riscos no momento da IPO que poderiam impactar negativamente na frequência de seus parques voltados para famílias”.

No processo, os acionistas também afirmam que, quando “Blackfish” revelou práticas abusivas do SeaWorld (leia-se, maus-tratos a orcas), o “SeaWorld enganou os investidores, alegando que a diminuição do movimento em seus parques foi causado pelo feriado de Páscoa e outros fatores”. A denúncia continua a argumentar que o declínio no atendimento é devido à publicidade negativa e ao boicote ao SeaWorld por causa do documentário.

Conforme reportagem recente publicada na ANDA, o SeaWorld anunciou no início de agosto que as suas ações despencaram em mais de 30%, além de “uma queda de receita anual de 6 a 7%”. Finalmente o parque veio a admitir que o filme “Blackfish” e a atenção da mídia foram os propulsores desta queda, ao prejudicar os seus negócios.

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