Moda e comida veganas fazem sucesso na New York Fashion Week


(da Redação)

Integrantes do desfile da Cri de Coeur, que traz roupas e acessórios veganos. Foto: Dan Lecca
Integrantes do desfile da Cri de Coeur, que traz roupas e acessórios veganos. Foto: Dan Lecca

Apesar dos produtos têxteis éticos serem raros na indústria da moda – que é conhecida por glamorizar o couro, a lã, as peles, penas, seda e etc – há redutos de Manhattan em que a vida foi respeitada, durante a instalação do último evento New York Fashion Week, com roupas, acessórios e cozinha isentos dos ingredientes especistas de origem animal. As informações são do Eccorazzi.

Embora a lista de companhias exclusivamente compassivas que se apresentam na NYFW seja frustrantemente pequena, duas marcas contemporâneas de moda e uma marca de alimentos destacaram-se do padrão, fornecendo um antídoto para as passarelas cobertas de morte e os pratos cheios de crueldade com os quais os consumidores conscientes estão acostumados a se deparar e se desapontar, estação após estação.

Essas marcas são a Arden Wohl x Cri de Coeur, a Brave GentleMan e a Gardein, sendo respectivamente: de bolsas descoladas e sapatos para mulheres, de roupas masculinas sofisticadas, e a última, de deliciosos pratos à base de vegetais. Esses três nomes, nos sete dias do evento, deliciaram veganos e não veganos, e estão indiscutivelmente abrindo o caminho para o futuro.

Foto: Dan Lecca
Foto: Dan Lecca

O estilo Arden Wohl x Cri de Coeur

No W Hotel Union Square, a Arden Wohl x Cri de Coeur recentemente atraiu uma multidão interessada em conhecer os seus acessórios de luxo. Em um evento realizado em uma sala espaçosa com janelas generosas por onde entrava a luz, modelos foram colocadas em um palco central vestidas de togas neutras e cabelos propositalmente despenteados e coroados com grinaldas de folhagem, transmitindo ainda mais tropicalidade ao motivo da coleção.

Inspirado pela arte do pintor francês pós-impressionista Paul Gauguin – que passou muito tempo no Tahiti – os calçados e as bolsas em exposição provaram-se ser simultaneamente pós-modernos e vibrantes, com padrões florais, alpercatas de juta e tecidos naturais.

O trabalho da dupla Cri de Coeur (CDC) emergiu pela primeira vez em 2008; em 2013, em um empreendimento bem sucedido, o duo juntou forças com a filantropista e socialite Arden Wohl.

“Nós nos conhecemos em um evento de caridade”, disse Dicterow, contando como ela e sua sócia se conectaram a Wohl. “Descobrimos que ela era muito apaixonada por animais, como nós. Também estava empolgada com a ideia de produzir sapatos veganos e queria colaborar”.

Vegana há seis anos, Dicterow disse que se sentiu compelida a entrar nessa indústria devido a uma lacuna do mercado. “Não havia nada para que uma fashionista como eu pudesse usar sem comprometer meus valores”, explicou ela. “Se você não pode encontrar, crie! Não há nenhuma necessidade de usarmos a pele de uma criatura que estava viva e respirando para parecermos bonitas”, foi o que Dicterow disse a si mesma na época.

Quanto ao motivo pelo qual ela gravitou para o veganismo, Dicterow atribui a mudança, em primeiro lugar, à questão moral. “Para mim, é a coisa certa a se fazer, uma vez que eu não quero ferir animais e não quero ser cúmplice da exploração dos mesmos”. Ela prosseguiu acrescentando que o consumo de seres sencientes – para alimentação ou vestuário – é “ruim para o planeta, ruim para a saúde, e para os animais, para a energia, para o solo, para a água…ruim para você e para mim”.

Wohl diz o mesmo: “Eu tenho sido vegetariana por toda a minha vida, então por que usar algo morto?”.

Ela continuou, compartilhando o ímpeto por trás de seu desejo de se ligar à CDC. “Eu deixei de usar couro completamente, e então parte da minha postura política consistia em fazer sapatos livres de crueldade que fossem bonitos e acessíveis”.

E ela conseguiu desenvolver sapatos maravilhosos, duráveis, confortáveis, anatômicos e fabulosos.

Acessórios veganos Arden Wohl x Cri de Coeur. Foto: Dan Lecca
Acessórios veganos Arden Wohl x Cri de Coeur. Foto: Dan Lecca
Acessórios veganos da Arden Wohl x Cri de Coeur. Foto: Dan Lecca
Acessórios veganos da Arden Wohl x Cri de Coeur. Foto: Dan Lecca

Brave GentleMan impressiona com tecidos tecnologicamente avançados

A segunda-feira da NYFW marcou a apresentação da coleção de Primavera/Verão 2015 da Brave GentleMan, realizada em uma galeria da Alexander Gray Associates. O evento compreendeu uma conversa provocativa sobre moda e animais (que em breve se tornará um livro); uma coleção demonstrada em 3D por três arrojados modelos; e canapés e sobremesas das empresas Miyoko’s Kitchen e Sweet Maresa, e a noite foi um sucesso, atraindo uma multidão de fãs recentes e também apoiadores de longa data, incluindo o estilista John Bartlett.

Quando perguntado sobre o que o levou a lançar a sua própria linha, o fundador Joshua Katcher – vegano há 16 anos, respondeu com naturalidade: “Foi por necessidade. Havia coisas que eu queria e não existiam. Então, eu comecei a escrever sobre isso em 2008 com a The Discerning Brute, e comecei a fazer em 2010, com a Brave GentleMan”.

Modelos posam com roupas veganas da Brave Gentleman. Foto: Nell Alk
Modelos posam com roupas veganas da Brave Gentleman. Foto: Nell Alk

Conforme detalhou Katcher, “a Brave GentleMan toma as metodologias tradicionais de produção e combina-as com inovações visionárias em design têxtil que são 100% livres de crueldade”. Com relação à estética, as peças falam por si; as últimas criações de Katcher – todas produzidas sob condições éticas de trabalho – incluem ternos e suntuosas jaquetas com estilo de motociclistas (feitas em Nova York), sapatos elegantes e botas (cortadas na Itália e costuradas em Portugal) e simpáticos chapéus feitos em Los Angeles, entre outros acessórios.

“Essa coleção tem o intuito de unir as figuras do rebelde com o do homem de negócios”, explicou Katcher, aludindo à justaposição deliberada de seus ternos com botas e jaquetas. “Além disso, o que estou fazendo e como estou fazendo é verdadeiramente rebelde. Estou indo contra a corrente dos modelos de manufatura que têm sido o padrão até então”.

Então, como Katcher faz isso? Com couro sintético produzido de modo sustentável, camurça e lã também sintéticas (em Inglês são chamados “future leather”, “future suede” e “future wool”, respectivamente) . Transformando garrafas plásticas recicláveis em fibras e dispondo de outros materiais de ponta, o designer de 33 anos de idade está desafiando o status quo de forma significativa.

Gardein em cena

Da mesma forma encorajadora, a marca de comida vegana Gardein – título derivado das palavras “jardim” (“garden”) e “proteína” (“protein”) – foi apelidada de “Combustível da Fashion Week”, proporcionando aos participantes um conteúdo alternativo para “Starbucks e barras de proteína”, como colocou a porta-voz Angie Sagnelli.

“Nosso objetivo é introduzir Gardein – que é baixa em calorias e gordura, mas rica em proteínas e ferro – para o mundo da moda, como uma refeição deliciosa e conveniente, ou um lanche rápido”, disse ela.

A Gardein esteve no comando de dois eventos em particular – a recepção do Projeto Ethos e o coquetel do Caravan Stylist Studio, no Carlton Hotel.

Um dos pratos veganos da Gardein. Foto: Gardein
Um dos pratos veganos da Gardein. Foto: Gardein

Investindo em seus esforços, a Gardein contratou o chef vegano Jay Astafa, cujos talentos já foram testados pela empresa no passado.

“O público fashion realmente adorou tudo”, comentou Astafa, a respeito dos eventos. “Os mais populares entre os petiscos que criamos foram o ‘Pub Style Fishless Filets’ e o ‘Sweet Chili Chick’n Satay’. Apesar dos frequentadores desses eventos não serem veganos em sua maioria, foi ótimo mostrar às pessoas a comida livre de ingredientes animais”.

O próximo passo almejado pela Gardein é uma parceria com a Lingerie Fashion Week, que ocorre em outubro.


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