Encontro internacional debate a conservação e a redução da ameaça de extinção das lontras


Até a próxima sexta-feira (15/08), das 9h às 20h, acontece no Rio de Janeiro, o XII Congresso Internacional sobre Lontras. A iniciativa, que acontece pela primeira vez no Brasil, marca o principal encontro do Grupo de Especialistas em Lontras da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês). O evento tem como tema “Um plano de ação para o futuro” com o objetivo de estabelecer metas viáveis para a conservação das 13 espécies de lontras existentes no mundo. O Instituto Ekko Brasil, por meio do projeto Lontra, referência na promoção da conservação e de estudos científicos sobre a espécie, é um dos principais apoiadores do evento. Realizado a cada três anos em sistema de alternância entre os continentes onde ocorre a espécie, o evento acontecerá durante o Fórum de Ciência e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). As últimas três edições foram realizados: América do Norte (Frostburg – EUA, 2004), Ásia (Hwacheon – Coréia do Sul, 2007) e na Europa (Pavia – Itália 2011).

Durante o Congresso será discutido o estado de conservação e a busca pela redução das ameaças às 13 espécies de lontras. Além disso, representantes de cada continente farão uma apresentação sobre as descobertas dos últimos três anos em cada região. “Este é o principal momento de discussão sobre técnicas de estudo entre os pesquisadores de lontra no mundo. Durante a programação, apresentaremos algumas de nossas iniciativas”, afirma Oldemar Carvalho Junior, gerente de Projetos e Pesquisa do Instituto Ekko Brasil e considerado como o embaixador da lontra brasileira.

Além de apoiador do evento, o Instituto Ekko Brasil fará uma série de apresentações de estudos desenvolvidos desde 1986 sobre a espécie Lontra longicaudis. Entre os estudos apresentados estão trabalhos desde a pressão humana sobre as lontras, passando pelo impacto de parasitas na saúde dos animais até análises comportamentais de lontras em cativeiros, tema de constante debate entre os especialistas.

Esses estudos apresentam a vulnerabilidade dos animais, como atropelamentos, ataque de cães e outras causas que levam a situações que requerem resgate e cuidados médicos apropriados, muitas vezes dispensados por procedimentos inadequados realizados por cidadãos perante a presença dos animais. Temas de destaque apresentado por outros palestrantes envolvem a apresentação do banco de dados das lontras na América Latina, bem como a atualização da lista de espécies ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês).

“Quase metade das espécies de lontras estão sob ameaça. Isso mostra como elas são suscetíveis a mudanças na estrutura de corpos d’água. Além disso, a comunidade científica tem pouca informação sobre as lontras que estão listadas em categorias menos preocupantes ou com deficiência de dados na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, o que torna difícil definir seu estado de conservação. Isso evidencia a importância de estudos contínuos e discussão do seu estado”, afirma Marcelo Lopes Rheingantz, organizador do evento que ainda contará com uma viagem de campo, no dia 16 de agosto, ao Parque Nacional da Serra dos Órgãos, região do Rio de Janeiro com ocorrência de lontras.

Fonte: Jornal Dia Dia

 


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