contra a tortura científica

Petição europeia pela abolição da experimentação animal recolhe mais de um milhão de assinaturas

(da Redação)

Foto: OIPA
Foto: OIPA

Em abril deste ano, a International Organization for Animal Protection (OIPA) criou uma campanha chamada “STOP VIVISECTION”, a partir da demanda por cidadãos europeus para incitar a União Europeia a revogar a diretiva 2010/63/EU de proteção aos animais usados para fins científicos,e apresentar uma nova proposta que acabe com a experimentação animal.

O movimento daria aos cidadãos a possibilidade de dizer não à exploração de animais em experimentos.

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O artigo 13 do Tratado da União Europeia referente ao tema estabelece que “a União e os estados membros, uma vez que os animais são seres sencientes, respeitam plenamente as exigências de bem estar dos animais”.  O reconhecimento oficial nele mencionado transpõe a obrigação moral de respeitar os direitos fundamentais dos animais: a proteção desses direitos deve ser reconhecida como uma prioridade da União Europeia e deve ser garantida por meio de um enquadramento jurídico coerente a nível europeu. Com base nesses termos, a imposição de dor e sofrimento para os seres sencientes e indefesos – a experimentação animal (ou vivissecção) – deve, sem sombra de dúvida, ser considerada como uma prática intolerável.

Razões éticas, compartilhadas por 86% dos cidadãos europeus como indicado em uma pesquisa realizada pelo Eurobarometer em 2006, são apoiadas por cientistas, que alegam a falta de validade científica em usar “modelos animais” para avaliar questões de saúde humana.

Sendo assim, a experimentação animal pode ser considerada um perigo para a saúde humana e para o meio ambiente, um entrave ao desenvolvimento de novos métodos na investigação biomédica, com base nos mais recentes avanços científicos, e um obstáculo para se chegar a respostas muito mais confiáveis, econômicas e rápidas, oferecidas pelas novas tecnologias expressamente concebidas para os seres humanos.

Esse foi o motivo pelo qual os cidadãos manifestaram o desejo de instar a União Europeia a revogar a diretiva e trazer uma nova proposta que eliminasse a experimentação em animais, pelo uso compulsório, em pesquisas biomédicas e toxicológicas, de dados especificamente concebidos para humanos e não para animais.

E graças a essa iniciativa, que partiu dos cidadãos, o projeto poderá tomar parte no processo de decisão legislativa da União Europeia.

As autoridades nacionais confirmaram que a petição “STOP VIVISECTION” já recolheu mais de 1 milhão de assinaturas válidas. Isso significa que tal movimento para banir a prática cruel de testes em animais continuará o processo institucional e será a primeira iniciativa da cidadania europeia a ser discutida e analisada ​​pelo próximo Parlamento e pela Comissão Europeia.
Em setembro de 2014, a audiência oficial dos representantes do “STOP VIVISECTION” será realizada no Parlamento Europeu. A OIPA agradece a todos os que assinaram e promoveram a petição.
Para saber mais sobre o andamento, clique aqui.

Sobre a OIPA

A OIPA, International Organization for Animal Protection, é uma confederação internacional de associações que atua em prol da proteção animal e pela defesa de seus direitos em todo o mundo.

Foi fundada em 1981 por Milly Shär Manzoli e faz parte da Union for the Abolition of Vivisection (BUAV). É uma organização não governamental afiliada ao Departamento de Informação Pública da ONU desde 1992.

O propósito da organização consiste na defesa dos direitos animais e na luta contra qualquer tipo de maus-tratos. Também segue o objetivo de melhorar a saúde pública através da abolição de qualquer tipo de experimento em animais em todo o mundo. Além disso, a ONG ainda trabalha na defesa do meio ambiente, onde condições ecológicas precárias podem prejudicar as saúdes humana, animal e da flora em sua integridade. Segundo descrito em seu site, a organização visa trazer a sua contribuição por um mundo melhor, mais saudável e humano, e por uma ciência médica que não seja baseada na violência, por uma estrutura sanitária mais eficiente e por um ambiente ecológico limpo e em equilíbrio.

As atividades da OIPA são baseadas exclusivamente na não violência e no não infringimento da liberdade pessoal individual.

2 COMENTÁRIOS

  1. O mundo acorda para dizer NÃO à vivissecção porque será difícil esperar um tratamento compassivo para humanos hoje através de médicos que não a exerceram ontem, quando ainda alunos participantes de sessões de tortura em cobaias, chamadas AULAS, com a frieza indispensável em tais manejos, cuja orientação prioritária por parte de seus “mestres” é sob nenhum pretexto sentir pena dos torturados.

  2. Maravilha, isso desencadeará uma enorme evolução em todos os setores, inclusive pena mais severas para quem maltratar animais, já que em defesa da medicina e dos laboratórios, se alivia uma porção de coisas.

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