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Ativistas pedem apoio à Declaração Universal dos Direitos dos Grandes Primatas

Por Dr. Pedro A. Ynterian (Projeto GAP)

Capa do livro Defensores de La Igualdad (PGS)
Capa do livro Defensores de La Igualdad (PGS)

Quem se parece mais a uma Pessoa Humana: o Banco Espanhol Santander ou um Chimpanzé? Esta pergunta surpreendente e inusitada foi feita num evento na sala Clara Campoamor da Câmara dos Deputados da Espanha, no dia 8 de junho passado. O questionamento constava em um Manifesto lido pelo filósofo e poeta Jorge Riechmann frente a uma audiência de deputados, ativistas dos direitos dos animais e o diretor executivo do Projeto Gran Simio na Espanha, Pedro Pozas Terrados, que lançou a ideia, acolhida por toda a plateia.

O Banco Santander tem personalidade jurídica, tem direitos e deveres na sociedade humana. Os chimpanzés e os Grandes Símios não, são considerados objetos, coisas, não têm personalidade de nenhum tipo. Eles não têm nenhum direito e podem ser escravizados, torturados, comercializados, aprisionados, executados e ninguém será responsabilizado por tamanhas injustiças.

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A Declaração Universal dos Direitos dos Grandes Primatas, que se pretende solicitar que a ONU aprove – é baseada no documento que foi lido naquele ato e tem a assinatura de 60 cientistas e personalidades, as quais estão somando centenas de outras – tem o objetivo de reconhecer os Grandes Símios como Pessoas Não-Humanas, o mínimo aceitável para que possam sobreviver após serem levados à beira da extinção pelos próprios humanos.

Oito anos após ser aprovado um Projeto de Lei na Câmara dos Deputados da Espanha, que revolucionou os conceitos da condição dos animais em nosso Planeta, e que foi engavetado por motivações políticas, religiosas e de outras origens, volta a ser colocado o tema para as Cortes Espanholas, com maior força e razões, respaldado pelo mundo científico e cultural daquele país e do mundo, para garantir de uma vez por todas os Direitos que estas espécies, com as quais compartilhamos um ancestral comum, precisam ter em nossas sociedades.

Leia abaixo o conteúdo da declaração e dê seu apoio preenchendo e enviando o formulário no final do texto.

1. O Direito à Vida

A vida de todos os grandes primatas deve ser protegida. Seus membros não podem ser mortos exceto em circunstâncias estritamente definidas, como, por exemplo, legítima defesa.

2. A Proteção da Liberdade Individual

Os grandes primatas não podem ser privados arbitrariamente da sua liberdade. Tem o direito de viver em liberdade em seu habitat. Os grandes primatas que já vivem em cativeiro tem o direito de viver com dignidade, em locais espaçosos, conviver com os de sua espécie, formar famílias e serem protegidos da exploração comercial.

3. A Proibição de Tortura

A imposição deliberada de dor intensa, física ou psíquica, a um grande primata, sem motivo ou por um suposto benefício de outros, é considerada uma tortura e é uma ofensa da qual eles devem ser protegidos.

Para apoiar o manifesto, envie um e-mail com os dados abaixo para [email protected]

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Fonte: Projeto GAP 

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