Milhões de animais são ameaçados por treinamento da Marinha americana


(da Redação)

Foto: Care2
Foto: Care2

Nesta semana a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) aprovou o plano de cinco anos da Marinha para expandir seus testes de sonares e exercícios de treinamento de tiro no oceano Pacífico, mas os ambientalistas estão contestando a decisão devido à ameaça que representa para a vida marinha.  As informações são da Care2.

É sabido que os mamíferos marinhos dependem da audição para nadar, para se comunicar, se alimentar e sobreviver, e enquanto ocorrem discussões sobre o quanto o uso do sonar causa danos no oceano, é fato que essas práticas têm sido associadas a encalhes em massa de baleias e mortes, além de causar estresse, lesões e mudanças de comportamento em outras espécies marinhas.

“As baleias e golfinhos que acabam no meio dos jogos de guerra não tem chance contra a Marinha. Esta proposta aumenta em mais de 10 vezes o dano previsto para mamíferos marinhos. O Serviço de Pesca precisa fazer melhor para proteger os nossos oceanos, impedindo danos aos animais que têm esses oceanos como seu lar”, disse Miyoko Sakashita, diretora de oceanos no Centro para a Diversidade Biológica.

A Marinha insiste em afirmar que estes exercícios são vitais para preparar os soldados e solicitou autorização calcada na Lei de Proteção de Mamíferos Marinhos para realizar atividades, porque os sons gerados pelos sonares e explosivos podem afetar o comportamento de alguns mamíferos marinhos, causar uma perda temporária de sua sensibilidade auditiva ou outras lesões.

Foram feitas algumas promessas que deveriam limitar as ameaças, como a criação de uma “área de advertência de baleias jubarte” ao redor do Havaí, mas os ambientalistas não acreditam que as precauções propostas irão proporcionar proteção suficiente, e estão buscando recorrer a medidas legais.

A organização Earthjustice, que está representando uma coalizão de grupos de conservação, imediatamente ajuizou ação questionando a aprovação dos planos da Marinha, aos quais também se opõe a Comissão Costeira da Califórnia.

“A ciência é clara: sonar e treinamento de tiros no oceano prejudica os mamíferos marinhos”, disse Marsha Green do Instituto de Mamíferos Marinhos, que está entre os grupos que estão sendo representados. “Há maneiras mais seguras de se realizar exercícios da Marinha, que incluem restrições de tempo e de lugar para evitar áreas reconhecidas como vitais para alimentação, reprodução e descanso de mamíferos marinhos”.

Segundo a ação, ao longo dos próximos cinco anos, o treinamento autorizado resultará em cerca de 60.000 horas de uso do mais poderoso sonar de ondas médias da Marinha e mais de 450.000 horas de outros sonares de diversas frequências, entre ondas médias, curtas e altas. Inclui também o uso de mais de 260.000 explosivos, que irão enviar ondas de choque e de energia sonora através da água, que podem matar ou ferir milhões de mamíferos marinhos, além de causar lesões físicas e mudanças de comportamento para os sobreviventes.

Ao todo,  o programa de treinamento irá resultar em quase 9,6 milhões de casos de danos por perturbar comportamentos vitais como a migração, a amamentação, a reprodução, a alimentação e o abrigo em águas que são o lar de uma grande variedade de espécies, incluindo cinco espécies de baleias ameaçadas de extinção e duas espécies de focas também em perigo. Os grupos estão argumentando que a aprovação do plano deve ser invalidada porque foi concedida sem a oportunidade de consulta pública, e sem avaliação ou consideração de alternativas – itens que são exigidos pela legislação federal.

“A ação não está pedindo que a Marinha pare com o treinamento”, disse Susan Millward, diretora executiva do Instituto de Bem-Estar Animal, em uma declaração. “Pelo contrário, estamos pedindo ao nosso governo que tome as rédeas antes de infligir esse mal às vulneráveis ​​populações de mamíferos marinhos e que considere alternativas que permitiriam à Marinha atingir os seus objetivos com menos danos. Por se tratar de atividades financiadas pelos contribuintes nesta escala, a fiscalização do cidadão muitas vezes ajuda a criar um plano melhor”.

O público, ciente dos danos que serão causados, já está se posicionando quanto a esta questão. Mais de 67.500 pessoas assinaram a última petição contra os planos da Marinha. Veja o vídeo e entenda mais sobre a gravidade do assunto.

 


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