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Monge budista fala sobre a possibilidade da França mudar o status jurídico dos animais

22 de dezembro de 2013
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Matthieu Ricard, monge budista tibetano, autor e porta voz de S.S. o Dalai Lama, juntou-se ao manifesto para mudar o status jurídico dos animais. Ele explica as razões de seu engajamento nesta causa.

Matthieu Ricard faz parte das numerosas assinaturas do manifesto de um novo status jurídico dos animais na França.

Perguntado sobre o porque de assinar o manifesto, ele responde: “Porque é uma realidade: os animais são seres sencientes, que tem um direito natural de não sofrer ou pelo menos que não os levemos ao sofrimento. É preciso ser cego para não ver que os animais têm as qualidades idênticas aos homens: empatia, bondade, cuidado com os outros seres… Assim, não podemos tratá-los como robôs ou objetos”.

Já sobre reconhecimento, ele afirma: “Reconhecer que são seres sencientes implica na maneira como nós os tratamos. A maldade já é punida por lei. Mas quando se trata de exploração industrial, a lei é muito ampla. Por exemplo, 20% dos animais enviados à matadouros ainda estão conscientes no momento em que eles são cortados em pedaços. Isto é inadmissível. Sendo considerados como objetos, é uma desculpa fácil de usar a nosso critério. Os humanos matam 1 milhão de animais terrestres e cinco vezes mais de animais marinhos a cada ano. É preciso ver a verdade. Não pode-se ter uma sociedade mais ética deixando de fora uma seção inteira da vida, que são animais. É preciso reconhecer todos eles como seres sencientes. Pessoalmente, eu não faço diferença entre uma vaca e um cachorro. Os porcos são, de certa maneira, mais inteligentes que os chimpanzés, por exemplo. E se os peixes não têm expressão facial, eles têm um mesmo sistema nervoso que faz com que eles sintam dor. Não se pode negar.

Budismo

“Como um ser senciente que não têm a mesma sofisticação do homem – chamado de inteligência – mas ele tenta evitar o sofrimento e atingir o bem-estar. Esta aspiração deve ser respeitada. Neste sentido, a não violência frente aos animais é uma extensão lógica do que defendemos para os seres humanos”.

Com informações de O Girassol.

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