Tartarugas e cetáceos são ameaçados por detonações sísmicas de petroleira


Por Simone Gil Mondavi (da Redação – Argentina) e Vinicius Siqueira (da Redação)

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A petroleira escocesa “Cairn Energy” localizada na Espanha, entre Valência e Ibiza, está em fase final para detonar canhões sísmicos que põe em risco os animais da zona. As informações são do El Mundo.

As detonações serão realizadas a 249 decibéis, nível que esta por acima do estrondo causado pela bomba de Hiroshima e, segundo as estimações preliminares, as detonações se estenderão por 75 dias sob uma superfície de 2.420 quilômetros quadrados.

Os disparos serão efetuados cada dez segundos de um navio de cem metros de comprimento, e suas ondas serão transmitidas pela superfície da água e parte do subsolo, causando danos à fauna marina.

A companhia afirma que tem intenção de subir o volume pouco a pouco para que os animais possam fugir.  Segundo os representantes da companhia, antes de começar a atividade sísmica será realizado um procedimento de início suave, em que o som emitido com menor intensidade seguirá aumentando até alcançar a intensidade necessária para a atividade sísmica, o que permitirá, eles dizem, que os mamíferos marinhos possam afastar-se da área de estudo antes do começo da operação. Contrariamente, os ecologistas alertaram que as ondas afetarão inevitavelmente o sistema de localização dos cetáceos, alterando seu comportamento, capacidade de alimentação, orientação e rotas migratórias.

Segundo os estudos realizados pela Universidade Politécnica de Valencia e pelo Cabido de Lanzarote, a aparição de cadáveres de cetáceos desorientados nas praias seria uma das principais consequências destas detonações.

Outro ponto de preocupação dos ecologistas é a Tartaruga boba ou Caretta Caretta, que é especialmente sensível à intensidade dos pulsos do ar comprimido das prospecções sísmicas e pode chegar a mostrar danos nos tecidos dos órgãos internos, do cranio ou da carapaça se estiver perto da fonte dessas ondas sísmicas.

A aliança Mar Blava, organização que luta desde Ibiza contra as prospecções, insiste que plantear por fases o projeto petrolífero em Ibiza “é uma fraude”, e que deveria ser apresentado em seu conjunto como um engano, porque a analise de todos os impactos globais demostra que os danos são inevitáveis.

Todos os anos, 800 baleias, golfinhos e botos são encalhados nas praias britânicas, embora não se saiba se os sistemas de sonar são os culpados. Aqui, os mergulhadores britânicos voluntários do Resgate de Vida Marinha inspecionam um com baleia cachalote de 13,5 metros, que morreu na praia de Redcar, em Cleveland em 2011.
Todos os anos, 800 baleias, golfinhos e botos são encalhados nas praias britânicas, embora não se saiba se os sistemas de sonar são os culpados. Aqui, os mergulhadores britânicos voluntários do Resgate de Vida Marinha inspecionam um com baleia cachalote de 13,5 metros, que morreu na praia de Redcar, em Cleveland em 2011.

Desorientadas

Em estudo independente, foi descoberto que os equipamentos utilizados para pesquisa subaquática, por meio de mapeamento com sonares, foram responsáveis pelo encalhe em massa de 100 baleias cabeça de melão em Madagascar, em 2008. Algumas foram salvas, entretanto a maioria morreu na costa do país.

Um painel de revisão científica independente descobriu que os sistemas, utilizados principalmente para o mapeamento subaquático, foram responsáveis ​​pelo encalhe em massa de 100 baleias cabeça de melão em Madagascar, em 2008.
Um painel de revisão científica independente descobriu que os sistemas, utilizados principalmente para o mapeamento subaquático, foram responsáveis ​​pelo encalhe em massa de 100 baleias cabeça de melão em Madagascar, em 2008.

Segundo a pesquisa, um sistema sondador multi-feixe foi o responsável mais provável por ter desorientado as baleias um dia antes do encalhe. O ruído emitido pelos navios e pelas fábricas que utilizam o sistema sonar pode levar mamíferos aquáticos a seguirem caminhos errados, se afastando de suas famílias e entrando em locais perigosos.

Os pesquisadores também pensam que as baleias encalhadas no Reino Unidos foram vítimas da desorientação provocada pelos sonares. Todos os anos, 800 mamíferos marinhos encalham nas praias britânicas.

O Dr. Howard Rosenbaum, diretor do Programa de Gigante do Oceano da WCS, que concorda com as análises do relatório afirmou que, “estas conclusões se adicionam a um corpo crescente de evidências dos impactos potenciais de ruído antropogênico sobre os mamíferos marinhos”.

E termina, “esperamos agora que estes resultados possam ser utilizados pela indústria, pelas as autoridades reguladoras e outros para minimizar os riscos e para melhor proteger a vida marinha, especialmente espécies de mamíferos marinhos que são particularmente sensíveis ao aumento do ruído do oceano a partir de atividades humanas”.


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