Empresas brasileiras tentam substituir uso de animais em testes


Novas empresas brasileiras trabalham para diminuir o número de animais usados como cobaias, para tornar a pesquisa para o desenvolvimento de medicamentos mais eficiente. A presença deles em laboratórios tem gerado polêmica desde o dia 18 de outubro, quando defensores dos animais invadiram o Instituto Royal, em São Roque, e levaram os cães da raça beagle que eram cobaias.

Criada em julho deste ano, a Pluricell venceu o concurso Desafio Brasil, uma das mais conhecidas premiações de empreendedorismo no país, na semana passada. A companhia desenvolve um método para uso de células-tronco induzidas em testes farmacêuticos.

Um de seus fundadores, o biólogo Diogo Biagi, 30, fala que as células são retiradas da pele humana – o que resolve outro dilema, o uso de embriões em pesquisas. A seguir, elas são reprogramadas para se tornar células de outro órgão – o mais usual é o coração. Com isso, é possível testar quais são os efeitos causados por moléculas candidatas a serem usadas em remédios.

Segundo ele, o uso de células humanas aumenta a precisão dos resultados na fase inicial da pesquisa. Com isso, mais compostos são descartados sem serem testados em animais. “Em vez de você testar 500 compostos, passa a usar apenas 20.”

Criada em 2008 e atualmente com escritório no Cietec, incubadora de negócios ligada à USP, a Cemsa traz para o Brasil metodologia para fazer testes in vitro para o desenvolvimento de remédios.

Para isso, usa a espectrometria, técnica de química analítica, para observar artificialmente como será absorção, distribuição e eliminação de diferentes moléculas no corpo humano, conta o químico Daniel Lebre, 39.

Assim, também é possível descartar de antemão moléculas que não trarão um resultado positivo. Segundo ele, o uso da técnica é comum em outros países, mas poucas empresas brasileiras oferecem o serviço.

Com informações de Voz da Rússia


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