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Na Câmara, oposição discute morosidade nas ações da Secretaria de Defesa Animal

26 de novembro de 2013
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A sessão da Câmara dos Vereadores do Recife nesta segunda-feira (25) foi marcada pela polêmica em torno da aprovação da lei que proíbe a circulação de veículos com tração animal nas ruas do Recife. A convite da vereadora Aline Mariano (PSDB), líder da Comissão de Direitos Humanos, centenas de carroceiros foram à Casa José Mariano acompanhar a apresentação do relatório elaborado pela tucana sobre proteção animal. Mas foram proibidos de entrar na sede do legislativo municipal, porque o acordo era que eles fossem sem as carroças, o que não foi cumprido.

Em discurso, a tucana criticou a Secretaria-executiva de Defesa Animal (Seda) e mencionou a demora para criação de projetos assumidos na campanha, como a criação de um Samu Animal e de um hospital veterinário público. “Apesar de tal compromisso firmado publicamente, não temos sequer informações sobre o local onde tal obra será feita ou sobre a realização de licitação para a compra de terreno e construção do espaço”, questionou a oposicionista.

(Foto: Michele Souza/JC Imagem)
(Foto: Michele Souza/JC Imagem)

A tucana também questionou o projeto da unidade de saúde, que atenderá apenas cães e gatos. “O que vai acontecer com os outros animais? Continuam sem direito ao atendimento hospitalar adequado”, provocou. A quantidade de castrações, por ano, também foi levada à tribuna. Segundo Aline, a meta era castrar mil animais, mas, até este mês, apenas 200 animais realizaram a cirurgia.

“Sem uma central de denúncias e sem eficiência administrativa, a secretaria segue pautada pela mídia e por casos de grande repercussão, como no caso dos cães de guarda resgatados em janeiro deste ano”, alfinetou a oposicionista.

Sobre a lei, a líder da oposição afirmou que não é contrária à iniciativa, mas o questionamento é em torno da forma como a norma será executada. “É preciso garantir uma contrapartida viável aos carroceiros e ter um local apropriado para receber os animais apreendidos”, explicou.

O texto aprovado prevê o pagamento de R$ 1.500, dividido em três vezes, aos carroceiros. “Não entendo a pressa do secretário (Rodrigo Vidal) em aprovar a lei antes de fazer um levantamento preciso da quantidade de animais de tração que vivem hoje pela cidade.”

Como alternativa ao trabalho dos carroceiros, a tucana citou uma experiência bem-sucedida implantada na cidade de Salvador. Na capital baiana, existe um veículo motorizado, chamado cavalo de lata, que pode carregar até 500 quilos e atingir 25 quilômetros por hora e substitui o uso do animal.

Fonte: Ne 10

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