Cadela fica paraplégica e espera por novo lar em São João del-Rei (MG)


Cachorrinha aguarda um novo lar (Foto: Divulgação/Setor de Zoonoses)
Cachorrinha aguarda um novo lar
(Foto: Divulgação/Setor de Zoonoses)

Após ser atropelada na BR-265, uma cadelinha de São João del-Rei ficou impossibilitada de andar e ganhou uma cadeira especial para ajudar na locomoção. Agora ela precisa de um tutor. Por isso, o setor de zoonoses e a Sociedade São Francisco de Assis de Proteção aos Animais estão em busca de um lar que contenha amor e carinho. Segundo o representantes da instituição, os atropelamentos de cães são frequentes na cidade histórica.

De acordo com o coordenador do setor de zoonoses, Valdisnei Lopes, a cadela chegou ao canil há cerca de três meses. “Um rapaz a encontrou machucada na estrada e trouxe para a gente. Nós a levamos para o canil. Contamos com o apoio de voluntários e garantimos o tratamento”, contou. A cadelinha, que ainda não tem um nome, fez sucesso. “Ela é um amor. Temos nos dedicado muito a ela”, garantiu a presidente da Sociedade São Francisco de Assis de Proteção aos Animais, Mara Souto.

Porém, como o animal não conseguia se locomover, a solução foi desenvolver uma cadeira especial. Com vontade de ajudar, o próprio Valdisnei tomou a iniciativa e construiu o equipamento. “Pesquisei como fazer na internet. Comprei o material e, em dois dias, confeccionei. Ela é toda feita de PVC, só as rodinhas que não”, explicou. A cadela retribuiu o favor se esforçando cada vez mais para voltar a andar sozinha. “Ela faz de tudo para levantar e andar”, disse Mara. Aproveitando a situação, Valdisnei já construiu quatro cadeirinhas de uma vez só. “Nós temos um problema muito grande com atropelamentos de animais. Fiz uma quantidade maior para os próximos bichinhos que chegarem machucados aqui. A cadeirinha facilita, evita o sofrimento”, destacou.

De acordo com Mara Nogueira, estima-se que há cerca de 4.000 animais abandonados pelas ruas da cidade histórica. “Como hoje em dia todos têm carros e motos, o que mais verificamos são atropelamentos e, normalmente, os bichinhos não são socorridos. Eles acabam agonizando. Então, se ele fica paraplégico, por exemplo, é muito mais difícil arrumar um lar. Infelizmente, ninguém quer adotar o animal que tem dificuldades de locomoção”, explicou.

Atualmente, além da cadela, outros seis cães esperam por um tutor no canil da cidade. Segundo Valdisnei, o local é particular e a Secretaria de Saúde paga a diária para os cachorros. “A lei nos manda permanecer com o animal por 15 dias, até o proprietário ir buscar. Caso o tutor não apareça, nós estamos autorizados a doá-los. Normalmente o canil é para animais que estão na rua e representam perigo. Porém, o trânsito é intenso e as pessoas não respeitam os animais. Nós não vamos deixá-los em sofrimento na rua”, comentou.

Ainda de acordo com ele, a doação é feita com todo o cuidado. “Nós nos certificamos que o novo tutor irá cuidar dos animais, e não abandoná-los. Para isso, temos um termo de responsabilidade que deve ser assinado no momento da adoção”, enfatizou.
Os interessados em adotar um dos animais podem entrar em contato com o setor de zoonoses pelo telefone (32) 3373-0295 ou ir até o local, na Praça Senhor Bom Jesus do Matosinhos, número 11, Bairro Matosinhos.

Fonte: G1


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