Veganismo e feminismo são temas de palestra em São José dos Campos (SP)


(da Redação)

O feminismo é uma tradição intelectual pautada em conceder visibilidade e reflexão a discursos marginalizados pela sociedade patriarcal e destacou-se historicamente por desmistificar o preconceito e trazer à tona uma série de assimetrias presentes na sociedade, dando voz e empoderamento ao discurso emancipatório de mulheres no mundo inteiro.

Contudo, o poder transformador do discurso feminista não se resume unicamente a reflexões sobre o feminino. Mais do que isso, ele é um espaço intelectual que desconstrói a discriminação e questiona relações de poder internalizadas e institucionalizadas. Partindo desta lógica, pensador@s feministas vegan@s, principalmente americanas, têm explorado no campo do “Animal Studies” um olhar feminista sobre as relações de exploração e execução de animais não-humanos, tão absolutas e naturalizadas na realidade do capitalismo industrial.

A palestra referida explorará as relações entre machismo e especismo sob a ótica feminista e seus reflexos na violência simbólica, moral e física praticada contra mulheres e animais em diversas partes do mundo. A intenção da mesma é despertar o interesse acadêmico para esta abordagem e aproximar dois movimentos sociais – o veganismo e o feminismo – que, apesar de ignorarem frequentemente o fato, trazem consigo motivações muito coerentes e semelhantes.

veu invisível

Serviço:
Palestra: O Véu Invisível: um olhar feminista sobre a sina animal
Data: 02/11 – Sábado (agora)
Horário: 14 horas
Local: Centro Dandara (Espaço Feminista) – São José dos Campos (SP)
Rua Romeu Carnevalli, Nº 86 – Jardim Bela Vista
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Como participar? São 20 vagas para a participação na palestra. Os interessados devem confirmar sua participação através do e-mail: coletivo@camaleao.org

Nota da Redação: O uso do arroba (@) na palavra “pensador@s” e “vegan@s” tem como função expressar a igualdade de importância e de participação de homens e mulheres. Este uso é relacionado com o conceito de “neutralidade de gênero”, ou seja, a palavra com o arroba não define e não estabelece uma hierarquia entre os gêneros, sendo uma das formas de combater o machismo inerente à própria linguagem ordinária.


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