Barbárie

O sofrimento dos animais na terrível indústria do couro

Por Kelly Marciano (da Redação)

Foto: Reprodução
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Todos sabemos o que é o couro, mas quando paramos para pensar de onde realmente vem ou, o mais importante, de quem? As informações são do Care2.

Quando se fala sobre a indústria da pele, todos já sabem como é cruel, bárbaro e desumano, mas caso se fale em couro, o único protesto que se pode ouvir é como não há outro material que deixe seus pés respirarem ou como de modo algum vão ser vistos usando um sapato de plástico derivado de petróleo (como se fosse a única alternativa).

Graças à conscientização generalizada sobre a crueldade envolvida na produção de pele, ela é agora largamente rejeitada por consumidores de todo o mundo e é por isso que, neste momento, precisamos de um empurrão para esclarecer sobre a realidade da produção do couro, porque, assim como a pele, couro é também a pele de um animal e tais animais igualmente merecem nossa ajuda.

A grande maioria do couro é produto de vacas e, mesmo sendo fácil de se ver, pode passar facilmente despercebido. De roupas e acessórios como cintos e bolsas, a móveis e estofamento de carros, o couro é encontrado por toda parte.

A maioria das pessoas é levada a acreditar que o couro é um produto derivado da indústria da carne, que é apenas a “sobra” e que se nós não usarmos, será desperdiçado. Este é um erro comum e fácil de acreditar. A verdade é que a maioria do couro vendido vem de animais assassinados principalmente por suas peles.

Couro não é um produto derivado e não é produzido para que se minimize o desperdício. É produzido porque é um produto altamente rentável e lucrativo. A pele de uma vaca vale aproximadamente 10% de seu valor total, sendo assim a parte mais lucrativa de seu corpo. Surpreendentemente, o couro faz com que a indústria da carne se sustente cada vez mais (vender as peles é muito lucrativo, a carne nem sempre), não o contrário.

A maioria do couro vem de vacas da Índia, que são exploradas, espancadas e envenenadas para que o couro chegue às lojas de varejo. Como a Índia proíbe o abate de vacas, esses pobres e inocentes animais são forçados a enfrentar jornadas brutais e exaustivas, onde são submetidas a um fim inimaginável.

Quando viajam de trem, até 900 vacas são amontoadas em um vagão que deveria suportar um máximo de 80 a 100 e, na chegada, de 400 a 500 estão mortas. Em algumas rotas nem há trens e no lugar deles, amarram as vacas e as levam a pé. Para que continuem a andar incessantemente, as vacas não podem descansar ou beber água e os trabalhadores as espancam nos ossos do quadril onde não há gordura para amortecer os golpes, quebram suas caudas para força-las a se levantarem e as atormentam esfregando pimenta e tabaco em seus olhos.

Não são apenas vacas que sofrem. Cabras, porcos, carneiros, cavalos, veados, cangurus, cobras, jacarés e elefantes também estão entre as vítimas da indústria do couro. Talvez ainda mais alarmante é a China, líder mundial da exportação de couro, anualmente tirando a pele de estimados 2 milhões de cachorros e gatos, que são então comprados por consumidores desavisados, levados por etiquetas erradas e indicações de origem imprecisas. Como se não fosse assustador o bastante, outra forma particularmente valorizada de couro é “slink”, que é feito da pele de fetos de bezerros.

Se você não quer contribui com a indústria brutal do couro, não precisa. Existem muitas alternativas disponíveis que não são cruéis, naturais e sintéticas. Quando comprar algo, sempre leia a etiqueta e se esforce para apoiar companhias éticas que se importam com seu impacto no planeta.

1 COMENTÁRIO

  1. Tenho pena das pessoas que acham que couro, pele, etc., são coisas “chiques” ou de grande valor e que trazem status. Vamos divulgar mais sobre essa indústria cruel, que não trás benefício pra ninguém. Hoje em dia, quem usa peles ou qualquer objeto provindo de animais, já cai no conceito de muitos!

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