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"Diminuição da população de linces-ibéricos na Europa preocupa", diz relatório

1 de outubro de 2013
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Foto: Divulgação/ PT Jornal
Foto: Divulgação/ PT Jornal

Os trabalhos de proteção e conservação de animais na Europa têm evitado a extinção de várias espécies, registando-se um aumento no número de ursos-pardos, lobos e castores, entre outros animais. Os linces-ibéricos, porém, continua a ter uma população a diminuir.

Um trabalho de investigação desenvolvido por três investigações europeias concluiu que várias espécies do ‘velho continente’ têm sido salvas da extinção graças aos programas de proteção e conservação. Há ainda, contudo, espécies em que essas ações demoram a apresentar resultados, como acontece com o lince-ibérico. Foi o único dos mamíferos estudados cuja população diminuiu nos últimos 50 anos.

O relatório aponta uma subida média de 30 por cento nas populações de espécies que, há meio século, corriam risco de extinção. “A vida selvagem recupera-se se nós o permitirmos. Com a proteção legal e contínua, o impulso ativo às populações selvagens e a reintrodução de espécies perdidas, muitas outras espécies serão recuperadas”, avaliou Frans Schepers, diretor-executivo da organização conservacionista Rewilding Europe, que encomendou o estudo.

Na Europa estão catalogadas 219 espécies de mamíferos terrestres e 530 tipos de aves. O relatório demonstra que a população de espécies como o bisonte europeu, o castor euro-asiático, o pato de cabeça branca e o ganso de pés rosados multiplicou-se por 30. Os ursos pardos passaram a ter o dobro de exemplares e há quatro vezes mais lobos cinzentos do que há meio século.

O caso do bisonte europeu é sublinhado como o melhor exemplo: na Europa há mais de 3000 exemplares, apesar da espécie ter sido dada como praticamente extinta em meados do século XX. O aumento populacional foi registado graças aos programas de reprodução em cativeiro, sobretudo em zonas agrestes do centro e do leste da Europa.

As 19 espécies de aves estudadas também mostraram recuperação. A águia de cauda branca, por exemplo, passou dos 2500 casais nos anos 70 do século passado para os 9600 registados em 2010.

“Há que tomar com cautela o ressurgimento da vida selvagem. Embora voltem algumas espécies, muitas estão abaixo de níveis de abundância e não alcançaram o nível necessário para garantir a viabilidade de populações a longo prazo”, alertam os cientistas, no mesmo relatório.

A nível mundial, a população de peixes, mamíferos e pássaros caiu 30 por cento desde 1970. Ao invés, o número de seres humanos dobrou até alcançar, em 2011, os sete biliões.

Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.

Fonte: PT Jornal

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