Indústria alimentícia

Algumas razões para que você nunca mais coma carne em sua vida

Por Juliana Meirelles (da Redação)

Indústria alimentícia envenena os animais para, depois, matá-los e vender sua carne. (Foto: Reprodução)
Indústria alimentícia envenena os animais para, depois, matá-los e vender sua carne. (Foto: Reprodução)

Você conhece as estatísticas de que comer carne vermelha vai tirar alguns anos de sua vida e você provavelmente também sabe sobre a gosma rosa (se não sabe, eis aqui uma boa oportunidade!). Se, por algum motivo, você ainda está hesitando, aqui estão sete razões pelas quais você pode querer pensar duas vezes antes de comer sua próxima porção de carne, sendo todas elas produto da exploração animal na indústria alimentícia. As informações são do Care2.

A lista abaixo esclarece que a indústria da carne é nojenta e absurda, mas também é necessário entender que não há nenhuma justificativa para se comer carne, mesmo aquela que não passou por processos industriais. O sofrimento animal é indubitável em abatedouros e não há a menor chance de se aprovar eticamente este abuso.

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O que o artigo mostra são algumas consequências do próprio processo industrial da carne que, além da crueldade característica, também injeta nos animais abusados um número enorme de substâncias que nem mesmo são divulgadas.

Superbactérias

Pensando em hambúrgueres de peru para o jantar esta noite? Você pode querer pensar novamente.

Um relatório recentemente liberado da Administração de Comidas e Drogas constatou que, de todo o peru cru moído testado, 81% estava contaminado com bactérias resistentes aos antibióticos. E o peru moído não foi o único problema. Estas bactérias foram encontradas em cerca de 69% de costeletas de porco, 55% de carne moída e 39% de carne de frango.

Bactérias resistentes aos antibióticos são conhecidas como superbactérias. O uso de antibióticos em explorações de fábrica, a fim de trazer os animais para abate ou para compensar pelas condições de aglomeração em lotes de alimentação, é uma das razões pelas quais a resistência aos antibióticos está em ascensão. Os dados do governo revelaram que um tipo resistente aos antibióticos, um germe chamado Enterococcus faecalis, normalmente encontrados nos intestinos humanos e animais, foi predominante em uma grande variedade de carnes. Isto significa que a carne provavelmente entrou em contato com matéria fecal e que existe uma alta probabilidade de que outras bactérias resistentes aos antibióticos estejam na carne também.

Ainda quer comer aquele hambúrguer?

Antibióticos

Antibióticos são usados ​​em gado para fazê-los crescer mais rápido e para prevenir doenças. Mais ou menos 13,6 mil toneladas de antibióticos foram vendidos em 2011 para carnes e aves de produção em comparação com as 3,2 mil vendidas para uso humano, de acordo com o Pew Charitable Trusts – e esse número não para de aumentar.

Dr. Gail Hansen, um veterinário e diretor sênior para a Campanha sobre Saúde Humana e Agricultura Industrial da Pew, acredita que o uso de antibióticos em animais esteja fora de controle.

“Nós alimentamos antibióticos para animais doentes, o que é totalmente apropriado, mas também colocamos antibióticos na sua alimentação e na água para ajudá-los a crescer mais rápido e para compensar pelas condições anti-higiênicas. Se você tem que manter os animais saudáveis ​​com drogas, eu diria que você precisa reexaminar o sistema. Você não toma antibióticos, preventivamente, quando você sai para o mundo”, esclareceu Hansen.

Ainda quer o hambúrguer?

Produtos de limpeza

Os distritos escolares e os pais não tinham tido conhecimento de que cerca de 3,2 milhões de quilos de carne servidos em cantinas escolares vinham de pedaços de carne varridos do chão e passado através de uma série de máquinas, que os tritura em uma pasta, separa a gordura e passa a substância com amônia para matar as bactérias, como salmonela e E. coli.

O produto final, conhecido como gosma rosa, ficava nojento. Os jatos de amônia usados ​​para matar a bactéria E. coli realmente enojou a todos.

Acontece que há também outro produto de limpeza usado na produção de carne. Segundo o site MeatPoultry.com, “99 por cento dos processadores de aves americanas” esfriam seus “pássaros por imersão em banhos resfriadores com água clorada”.

Delícia.

Cola de carne

O que você acha que é um pedaço de carne, talvez um filé mignon, que muitas vezes acaba por ser composta de pedaços de carne unida em conjunto com algo comumente referido como “cola de carne.” Oficialmente conhecido como “transglutaminase”, o produto tem suas origens na indústria agrícola, quando a enzima natural era colhida do sangue animal. Hoje em dia, é produzida através da fermentação de bactérias.

A Associação de Comidas e Drogas decidiu que cola de carne é “geralmente reconhecida como segura”, e que é necessário ser listada como um dos ingredientes. No entanto, é improvável que qualquer restaurante liste os ingredientes de sua carne no menu.

Já pensou em ser vegetariano?

Produtos Químicos, pesticidas e metais pesados

Em 2010, a inspeção geral do Departamento da Agricultura condenou os EUA por permitir que carne contendo pesticidas, metais pesados​​, medicamentos veterinários e outros produtos químicos fossem para as prateleiras dos supermercados. Isso porque os padrões dos Estados Unidos para testar a carne de pesticidas e produtos químicos eram tão ruins que, em 2008, o México devolveu um carregamento de carne americana, porque não satisfazia as suas normas de traços de cobre.

Que tal um hambúrguer vegetariano?

Hormônios

Se tratando da carne exportada pelos Estados Unidos, é tão cheia de hormônios que a União Europeia já disse que não a quer. O Comitê Científico da Comissão Europeia sobre Medidas Veterinárias afirma que a produção de carne cheia de hormônios dos EUA representa “um aumento nos riscos de câncer de mama e câncer de próstata”, citando as taxas de câncer em países que comem e não comem carne bovina dos EUA. Talvez você não saiba, mas os hormônios sintéticos zeranol, acetato de trembolona e acetato de melengestrol fazem parte da rotina da receita para a produção de carne bovina nos EUA.

Monóxido de carbono

Alguma vez você já se perguntou por que os bifes na prateleira do supermercado são tão vermelhos? Isso porque, até 70 por cento das embalagens de carne nas lojas são tratadas com monóxido de carbono para manter a cor vermelha da carne (oximioglobina) para que ela não fique marrom ou cinza (metamioglobina) através da exposição ao oxigênio.

Nota da Redação: Reforçando os primeiros parágrafos, não há justificativa para o consumo da carne, mesmo fora da indústria alimentícia. A vida do animal precisa ser levada tão a sério quanto a vida humana e o artigo demonstra os resultados de toda a crueldade e objetificação nos processos industriais. Este vídeo mostra como um boi, ao saber que será morto, tenta fugir desesperadamente do abate, e nesta matéria publicada pela ANDA, podemos ver as reações das pessoas ao presenciarem as situações de crueldade e brutalidade de um matadouro.

 

19 COMENTÁRIOS

  1. Não como carnes de origm animal nenhuma há 02 anos e 03 meses, me sinto melhor, minha digestão é mais fácil, e não sinto flta nenhuma. Foi por amor aos animais q comecei a não ingerir carnes e me sinto feliz em não fazer parte desta crueldade! Quem come carne deve morar perto de um hospital é isso que eu aconselho, pois terá um câncer! Desculpe-me mas é a realidade!

  2. Ótima matéria. Eu não como carne de boi e de porco desde 1977 quando parei de ter prisão de ventre. O mal que qualquer carne faz ao ser humano não justifica o aspecto do sabor de tais alimentos. A humanidade caminha a passos largos para a destruição do planeta Terra, que diga-se de passagem não a pertence.

    • Errata:

      A frase: O mal que qualquer carne faz ao ser humano não justifica o aspecto do sabor de tais alimento.

      É na verdade: O mal que comer qualquer carne faz ao ser humano não justifica o aspecto do sabor de tais alimento.

  3. Eu não como carne vermelha a mais de 20 anos. E recentemente deixei de comer a branca, frango e peixe, que tb era muito exporadicamente, mas enfim, muito mais que minha saúde perfeita, que atribuo a isso, é a sensação de consiência tranquila e em paz com estes seres animais, nossos irmãos menores, criados pelo mesmo criador, e com o planeta tb!

  4. Se seguir o raciocínio do texto, devemos deixar de comer vegetais, frutas e etc, pois esses alimentos são banhados de agrotóxicos.

    Isso é muito mais uma crítica a indústria alimentícia do que ao consumo de carne, já que essa lógica perpassa por todos os setores de produção de alimentos.

    • Pra isso existes os alimentos orgânicos, livre de agrotóxicos. No meu caso, deixar de comer produtos de origem animal foi o primeiro passo, agora tomo cuidado com qualquer alimento que consumo.
      E sem contar que nada justifica a exploração e o sofrimento desses animais

      • Você já pensou no tamanho da extensão de terra necessária pra alimentar toda a população mundial com vegetais orgânicos? Acha que daria pra fazer isso sem desmatamento?

        • Já pensei e continuo achando possível. Mais facilmente se substituir o atual sistema agropecuário, o que parece bem difícil até que se torne proibido o uso de agrotóxicos… mas nunca impossível.

          • E sem contar que esse sistema atual não alimenta toda a população mundial, tem pessoas morrendo de fome todos os dias. Com certeza seria mais eficaz do que é agora.

        • É impossível plantar sem desmatar. Até a casa onde vc vive foi construída às custas de um desmatamento. Para que o ser humano possa viver dentro do modelo atual, sempre haverá algum nível de destruição, mas o plantio de vegetais, mesmo orgânicos, exige muito menos do planeta do a criação de animais. Usa-se menos água, menso terra. É perfeitamente possível alimentar as pessoas através da produção de orgânicos. Sempre foi assim antes da revolução dos agrotóxicos que não foram criados para sanar a fome no mundo mas para gerar lucro às empresas fabricantes dos venenos.
          Assista o documentário ” O veneno está na mesa” e ” O Mundo Segundo a Monsanto”. Sobre o leite e derivados assista o documentário: ” Hormônio Transgênico Leite RBGH”, todos disponíveis no youtube.

    • Mas vc tema a opção de consumir orgânicos. E não me venha com essa ladainha de que são mais caros, pq ao deixar de comer carne o dinheiro que sobra pode ser direcionado ao consumo de orgânicos. A maior parte das pessoas que reclama dos preços dos orgânicos não deixam de tomar uma cerveja, um vinho, ir ao cinema Acham caro gastar 40 reais a mais na feira, mas não pensam duas vezes ao gastar a mesma coisa com lazer. Saúde vem antes de lazer, tudo na vida é uma questão de prioridades. E outra, se as pessoas passarem a consumir mais orgânicos, mais produtores irão produzi-los e o preço diminui, é a lei do mercado.
      Por fim, existem métodos de limpeza que tiram até 80% dos agrotóxicos dos vegetais, agora que método de limpeza tira os hormônios, antibióticos e toxinas presentes na carne?

  5. Argumentando:
    1) Não se usam antibióticos para fazer um animal crescer, aliás, eles têm efeito contrário. O que se usam são prebióticos e probióticos. Os probióticos nada mais são que bactérias (bactérias que compõem a flora intestinal e competem com as patogênicas, não as deixando ocuparem seus sítios, melhorando assim a absorção de nutrientes). Agora pense: se eu uso bactérias, concorda comigo que não há lógica nenhuma em usar antibióticos pra melhorar a performance de crescimento, não é?.
    2) Ninguém trata um alimento com antibiótico antes do consumo, portanto mesmo havendo “super bactérias”, essas serão eliminadas pelo tratamento térmico (cocção, etc). É claro que a contaminação maior ocorre em estabelecimentos que não utilizam de boas práticas. Pra isso nossos colegas Médicos Veterinários trabalham exaustivamente.
    3) Hormônios são extremamente caros! Não é viável economicamente tratar animais com hormônios para aumentar sua taxa de crescimento. Além disso, animais tratados com hormônios têm pouco marmoreio (gordura entre as fibras musculares), portanto deixam a carne mais dura, economicamente inferior. Hormônios são peptídeos complexos – proteínas, portanto mesmo se houvesse resquícios de hormônios em carnes, nosso sistema digestório os destruiria muito antes de absorvê-los.
    3) Água clorada: o que usamos para desinfetar folhas e legumes mesmo???
    4) No Brasil usa-se como atmosfera controlada para manter a coloração, uma mistura de gases (nas quais predomina o oxigênio) e substâncias antioxidantes. Não há qualquer comprovação do grau de toxicidade da quantidade que seria utilizada de monóxido de carbono (caso fosse usado). Lembrando que até água é tóxica, tudo é uma questão de quantidades. A cor natural da carne bovina é quase marrom quando exposta ao ar. Conservar sua coloração artificialmente é algo meramente comercial, isso é verdade.
    Enfim, não entrei aqui pra discutir se é certo ou errado alimentar-se de carne, somente tenho um compromisso com a verdade, conforme determina o meu juramento profissional. Sou Médico Veterinário e tenho conhecimento e capacitação para fazer tais afirmações.

    • Éder

      Sua resposta é tecnicamente correta mas ética e moralmente infeliz pois continua-se a matar seres animais indefesos só pelo maldito sabor destes “alimentos”. Pense o seguinte: são dezenas de bilhões de seres animais mortos por ano. Será que isto dá um bom Karma para a raça humana? Duvido.

      • Por favor, não questione a minha moral e ética, eu me limitei a corrigir texto, esse sim infeliz, que trouxe informações equivocadas. Em momento algum expressei minha opinião particular (diga-se de passagem, cada um tem a sua e ninguém aqui é dono da verdade).

        • Você não respondeu a minha pergunta e ficou irritado. Será que eu disse alguma coisa que não devia ou você não é capaz de responder a uma simples pergunta?

    • Us-se antibióticos para tratar os animais doentes, e, dentro das condições em que vivem frequentemente ficam doentes. Vacas leiteiras desenvolvem com frequência mastites para dar vazão à absurda quantidade de leite que têm que produzir. E tome antibiótico.
      Hormônios são caros? Pois é, mas são lucrativos e no final compensam, vide o RBGH largamente empregado na indústria de laticínios, principalmente EUA e Brasil, e relacionado a uma série de doenças, inclusive câncer. Assista o documentário” Hormônio Transgênico do Leite RBGH” e ” O Mundo segundo a Monsanto” e .

  6. Eu trabalho a mais de trinta anos na indústria química e conheço vários produtos que são utilizados para tornar os alimentos industrializados mais “apetitosos” e atraentes com implicações de diversos níveis sobre a saúde das pessoas. Ao longo da história da química, vários produtos utilizados como corantes, aromatizantes, flavorizantes, conservantes, entre outros, que outrora foram considerados seguros para consumo humano, eventualmente acaba se descobrindo que podem ter implicações sérias como promover o câncer. Possivelmente alguma pessoa que estará lendo isto hoje, poderá morrer de câncer daqui a alguns anos, devido à ingestão de defensivos agrícolas, metais pesados, plastificantes, aditivos e outros diversos produtos de nosso uso diário. Este é o nosso admirável mundo novo!! De qualquer maneira várias cobaias animais (infelizmente) já foram e, ainda hoje são sacrificadas para que se estudem estes efeitos tóxicos tentando-se extrapolar de uma forma totalmente equivocada os resultados de todo esta tortura e sofrimento para o homem. O meu argumento aqui é que a humanidade vai evoluindo, trazendo com isto todas as implicações de novas tecnologias que são desenvolvidas e utilizadas tanto para o nosso bem quanto para o nosso mal, pois de qualquer maneira hoje já somos sete bilhões de indivíduos (e continua aumentando) que necessitam morar, se vestir, beber, alimentar, locomover e se tratar, e sem estas “benesses” tecnológicas já estaríamos em guerras tribais. Infelizmente a tecnologia é a nossa pedra filosofal e também a nossa ruina, pois se hoje a raça humana agora está mais longeva e se proliferando de uma forma assustadora, foi graça aos produtos farmacêuticos, aos produtos químicos, aos novos materiais e a revolução da agricultura e da pecuária. O preço que se paga por isto tudo é que nem o Fausto que vendeu a sua alma ao diabo, ou seja, a degradação do meio ambiente, o aquecimento global e a tortura e o extermínio de várias espécies animais. Eu não sou contra a tecnologia, muito pelo contrário, pois é ela que no final de tudo irá nos salvar, o que questiono é a necessidade de reavaliar nossos objetivos como raça humana, pois se temos a dádiva (ou a maldição) da nossa inteligência, isto deveria nos tornar os guardiões deste planeta e de tudo que habita nele e não a causa da sua destruição.

  7. respeito a opinião de todos, mas os vegetarianos tem o péssimo hábito de querer que todos tenham os mesmos gostos que eles, e sempre ficam fazendo listas de n motivos para não se comer carne. eu não vou deixar de comer carne por conta de uma reportagem como esta, cheia de equívocos, diga-se de passagem. o que muitos esquecem é que a grande maioria das vitaminas do complexo B são provenientes de carnes, ou produtos de origem animal, tem outra forma de se obter estas vitaminas que é fazendo coprofagia, que é o que deveriam fazer os que defendem a alimentação vegetariana. e quem é contra o “sofrimento animal” também deveria parar de tomar antibióticos ou antivirais, pois estará causando sofrimento às pobres bacterias e vírus.

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