Crime em São Paulo

Moradora de rua é apedrejada até a morte ao defender cães abandonados

Uma moradora de rua foi apedrejada até a morte por menores de idade na zona leste de São Paulo. Dadá, como era conhecida, foi apedrejada na cabeça. Ela morava sob...

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27/09/2013 às 06:00
Por Redação

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Por Lilian Regato Garrafa (da Redação)

Uma moradora de rua foi apedrejada até a morte por menores de idade na zona leste de São Paulo, na semana passada.

Ela morava sob o viaduto Jacu-Pêssego, no bairro de São Miguel Paulista, Zona Leste de SP. Segundo moradores do bairro, Dadá, como era conhecida, tentou defender os cachorros que ficavam com ela e sempre eram vítimas de agressão.  Os meninos costumavam passar pelo viaduto e atirar pedras contra os animais, que eram a verdadeira paixão de Dadá. No dia do crime, a vítima ainda tentou correr atrás dos agressores e acabou sendo apedrejada na cabeça até a morte.

caes de moradora

Cães que ficaram abandonados após sua tutora defendê-los até a morte. (Foto: captura de vídeo / Band)

Antes de morar nas ruas, Dadá era professora. Abandonou o emprego e a família para viver sozinha. Desde então passou a se dedicar apenas aos cães abandonados, de quem sempre cuidou com muito carinho.

Os menores que a agrediram tinham idade entre 9 e 14 anos. Eles foram ouvidos pela polícia e depois liberados.

Os quatro cães que ficaram sem sua tutora já foram resgatados por protetores da ONG Apasfa e encaminhados ao veterinário. Estavam todos muito debilitados, com sarna negra e fraturas. Apesar do sofrimento pelos quais passaram, mostraram-se dóceis e carinhosos.

A violência chegou a tal nível de banalização que se tornou comum ver absurdos como crianças cometendo crimes que seriam bárbaros se praticados até por adultos. É um caso que mostra o quanto é perceptível a falta de sensibilização com a dor alheia, o sofrimento de alguém que era com frequência agredida publicamente junto com seus animais e que acabou sendo morta por não haver ninguém que lhe estendesse uma mão, oferecesse uma ajuda.

Que Dadá não seja esquecida, que sua luta pela vida seja um exemplo de compaixão e solidariedade a ser seguido. Que todos os olhos sejam menos indiferentes e mais compassivos.

Assista ao vídeo da matéria feita pela Rede Bandeirantes sobre o caso:

 

 

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