Oktoberfest de Munique tem reformulação no cardápio e inclui opções veganas


Tradução por Samira Menezes

Oktoberfest 2013
Cerca de 800 mil dos 7 milhões de vegetarianos alemães são veganos – Foto: Divulgação/Spiegel

Por 200 anos, a Oktoberfest, em Munique, na Alemanha, tem sido só sobre enormes quantidades de cerveja e carne. Mas, esse ano, os organizadores quebraram a tradição e incluíram pratos (e até vinhos) com opções veganas no cardápio.

Mas até mesmo na região tradicionalmente mais rígida da Alemanha, como a Bavaria, os tempos estão mudando. Na tentativa de atender as novas exigências alimentares dos visitantes, a organização incluiu pratos de origens veganas no cardápio – e, em caso de dúvida, vinho vegano também.

“Como o evento está se tornando internacional, pessoas com exigências alimentares especiais e com um paladar culinário diferentes estão se tornando a norma”, diz o prefeito de Munique, Wolfgang Nickl, responsável pela organização do festival da cerveja.

Porém, não são só os visitantes estrangeiros que lutam por um menu sem carne. Vegetarianismo e veganismo estão crescendo na Alemanha. Cerca de 800 mil dos 7 milhões de vegetarianos alemães são veganos, de acordo com a Associação de Alemães Vegetarianos (VEBU). “Seja pela proteção dos animais ou por questões de saúde, a conscientização dos alemães em relação ao vegetarianismo está crescendo”, disse Stephanie Stagies, porta-voz da VEBU.

Um ambiente inclusivo
A família Bachmaier, que foi inspirada pela experiência do seu filho como aprendiz em um restaurante vegan com sede em Munique, foi a primeira a dar o salto. Entre os pratos que a família serve no evento, foram acrescentados opções veganas ao seu repertório, como o “Herzkasperl” – uma cerveja de soja – e medalhões de cogumelos chanterelle. O tradicional ovo e queijo do macarrão assado conhecido como “Käsespätzle” foram retirados, mas o prato foi mantido.

“Comida Vegan é a melhor maneira de garantir que as pessoas de todas as religiões, bem como aqueles que não comem produtos de origem animal por convicção, não sejam excluídos das festividades”, diz Martin Jonas, que tem vindo trabalhado no “Herzkasperl” por quatro anos. “Embora seja difícil para os bávaros mudarem sua abordagem, faz sentido. É o menor denominador comum”, disse.

Outros proprietários de barracas, incluindo os Ammers já entraram na onda da culinária. A família, que também dirige um restaurante de sucesso fora da temporada do festival, está servindo um fricassé, mas substituindo a carne por soja.

Fonte: Spiegel


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