Projeto abriga animais domésticos e silvestres em Betim (MG)


Um sítio situado em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, virou um abrigo onde animais maltratados têm a chance de uma vida digna, apesar das feridas. Nesta segunda-feira (16), uma Organização Não Governamental (ONG) chamada Bem Viver, construída por um veterinário e uma empresária, pessoas que uniram forças para salvar e abrigar animais que foram abandonados.

O projeto surgiu a partir de sonhos parecidos. A empresária Luciana Andrade já realizava trabalho com cães de rua e animais domésticos, e tinha o intuito de montar uma ONG com o mesmo objetivo. “ Quando conheci o Felipe, fiquei sabendo a história dos animais silvestres, como que funciona, eu quis abraçar essa causa”, conta. O veterinário Felipe, então, se uniu à Fernanda para elaborar o estatuto da ONG, com objetivos que seriam mais abrangentes, envolvendo animais domésticos e silvestres.

O sitio recolhe cães e gatos das ruas, castra, vacina e libera para adoção. Além disso, a ONG também atende animias resgatados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama). De acordo com Luciana, em Betim existem mais de 3 mil cachorros abandonados na cidade. “O nível do ser humano me espanta muito. A gente vê coisas que as pessoas são capazes de fazer com os animais, tão indefesos, às vezes tão dóceis, que é espantoso”, diz.

Além de cachorros e gatos, existem outros animais que preenchem os espaços do sítio. Muitos deles chegaram em situações que comprometeram a reintegração dos animais à natureza. É o caso do tucano-toco, que teve uma asa fraturada, e o papagaio que chegou com os olhos perfurados, tática usada para ‘amansar’ o pássaro. O lobo-guará foi atropelado e teve uma das patas amputadas antes de ir para a ONG. O sítio também abriga duas onças, uma parda e outra pintada, ambas sem chances de reintegração no habitat natural, tendo que viver o resto da vida em cativeiro.

Segundo Felipe, as instituições geralmente não querem receber esses animais, porque eles exigem um manejo diferenciado. “Eu não acho justo que eles não tenham direito de ter uma vida digna. Então eu aceito porque eu tento oferecer a melhor qualidade de vida depois de ele ter recebido um agressão causada por um ser humano”, diz.

Para conhecer e contribuir com a ONG Bem Viver, acesse o portal do projeto.

Fonte: G1


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