Irmão de prefeito assume caça de cães no Pará; população denunciou extermínio


Animais foram retirados das ruas de forma violenta - Foto: Reprodução/Rede Record
Animais foram retirados das ruas de forma violenta – Foto: Reprodução/Rede Record

O irmão do prefeito da cidade de Santa Cruz do Arari, no Pará, assumiu ter sido responsável pela medida cruel de ‘saneamento’ que terminou na apreensão de mais de 200 cães, vista como uma ação de extermínio dos animais abandonados nas ruas da cidade, no dia 28 de maio deste ano. Em depoimento ao Ministério Público, Luis Carlos Beltrão afirmou que não houve maus-tratos aos animais e que eles foram entregues para doação.

Ele confirmou que usou os recursos da prefeitura para fazer o recolhimento dos animais a pedido de um morador.

O prefeito Marcelo Pamplona está afastado do cargo há quase dois meses por conta da ação e deverá prestar depoimento na quarta-feira (4). Moradores dizem que eram tutores de alguns dos cães capturados e, mesmo assim, os animais foram levados por agentes da prefeitura. Imagens foram gravadas e encaminhadas à Dema (Delegacia de Meio Ambiente).

Entenda o caso  

A população de Santa Cruz do Arari, na Ilha do Marajó, denunciou a caça de cães que teria sido instituída pelo prefeito Marcelo Pamplona (PT). Segundo os moradores, a prefeitura pagou por cães e cadelas, e os animais apreendidos teriam sido mortos.

Na época, o prefeito reconhece que fez a captura dos cachorros, mas nega que tenha matado os animais: segundo ele, os bichos foram levados para a zona rual do município, já que estariam causando a proliferação de doenças na cidade.

Vídeos registraram cachorros sendo laçados por crianças e levados até canoas, onde foram amontoados no porão da embarcação. Amarrados, os animais aparecem com diversos ferimentos. As imagens mostram ainda vários animais mortos abandonados no rio da cidade.

Com informações de R7


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