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Teresina (PI) sanciona lei que proíbe venda de carne vermelha nas segundas-feiras

27 de agosto de 2013
2 min. de leitura
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Por Robson Fernando de Souza (da Redação)

Vereadora Teresa Brito, autora da lei que proíbe a comercialização de carne vermelha nas segundas em Teresina. Foto: Reprodução
Vereadora Teresa Brito, autora da lei que proíbe a comercialização de carne vermelha nas segundas em Teresina. Foto: Reprodução

Foi sancionada em Teresina (PI) uma lei que proíbe a comercialização de carne vermelha nas segundas-feiras. A lei, de autoria da vereadora Teresa Brito (PV) e sancionada pelo prefeito Firmino Filho (PSDB) tem dividido opiniões mesmo entre os vegetarianos e veganos.

A intenção da lei é fazer valer a Segunda Sem Carne, que, segundo a vereadora, “tem como objetivo conscientizar a população quanto aos malefícios do consumo, é fazer a população entender que existem outras alternativas de alimentos. A carne provoca câncer e outras doenças e a pecuária é a atividade que mais emite gases do efeito estufa. É muito danoso para o meio ambiente e para a saúde humana”.

Os vereadores da oposição protestaram contra a lei, afirmando que seria preciso, antes de tudo, melhorar a qualidade de alimentação da população local e que, presumivelmente, a lei não teria tanto impacto uma vez que a carne vermelha em Teresina teria o status de “artigo de luxo”.

A lei faz polêmica não só entre os onívoros, mas também entre os próprios vegetarianos e veganos. Enquanto alguns apoiam a ideia com a premissa de que é a oportunidade para se divulgar a culinária vegana, outros afirmam que a medida prejudica a própria conscientização veg(etari)ana, uma vez que mostra como veg(etari)anos seriam impositores e autoritários em seus objetivos.

De fato a ideia pode não ser a melhor, ainda que o ideal fosse não haver mais consumo de nenhuma carne e nenhum outro alimento de origem animal em nenhum dia da semana, porque cria uma resistência a aderir ao vegetarianismo em muitos onívoros que outrora eram simpáticos com a ideia de não comer animais. Além disso, a esta altura, leis proibitivas não vão ter muito efeito prático, elas por si só possuem um efeito conscientizador, e também são muito fáceis de serem revogadas.

Seria mais eficaz uma lei que estabelecesse uma campanha permanente de conscientização da população sobre a questão ética do consumo de alimentos de origem animal e incentivasse aos restaurantes, lanchonetes, pizzarias e outros estabelecimentos a adição de opções veganas em seus cardápios. Funcionaria muito melhor do que a proibição em meio a uma sociedade especista como a nossa.

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