'Blackfish'

Documentário expõe crueldade contra baleias orcas em parques de diversões

O que o documentário “The Cove”, vencedor do Oscar de 2009, fez contra a matança de golfinhos no Japão, o documentário “Blackfish”, lançado esta sexta-feira (26) nos Estados Unidos, deve repetir em defesa das orcas que vivem em cativeiro e participam de apresentações em parques de diversões.

Tilikum em apresentação no SeaWorld, antes da tragédia de 2010. (Foto: AP Photo/Magnolia Pictures)
Tilikum em apresentação no SeaWorld, antes da tragédia de 2010. (Foto: AP Photo/Magnolia Pictures)

O filme explora o que deve ter levado a orca Tilikum, de cinco toneladas, a matar três pessoas, incluindo a treinadora veterana do SeaWorld Dawn Brancheau, em 2010.

A notícia da morte de Dawn durante o show do SeaWorld em Orlando inspirou a diretora Gabriela Cowperthwaite a explorar o fato mais profundamente. Primeiro o SeaWorld afirmou que a treinadora tinha escorregado e caído, mais tarde, o parque afirmou que Tilikum tinha se assustado com o rabo de cavalo de Dawn.

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“Tilikum não atacou Dawn”, disse o SeaWorld em um comunicado como resposta ao documentário. “Todas as provas indicam que Tilikum ficou interessada pela novidade que era o rabo de cavalo de Dawn. Por causa disso, ela a agarrou e a puxou para a água”.

A diretora, que já fez documentários para ESPN, National Geographic, Animal Planet, Discovery e History Channel, levou dois anos para fazer o filme. Ela obteve imagens a partir de noticiários locais e nacionais, arquivos pessoais de pessoas que estavam presentes no dia do espetáculo e também por meio do Freedom of Information Act (em inglês, Ato de Liberdade de Informação, uma lei federal americana que permite acesso a dados confidenciais do governo).

Ela também entrevistou especialistas em comportamento animal, donos de parques marinhos e vítimas de ataques de orcas durante apresentações, além de ex-treinadores do SeaWorld. “Eu comecei a aprender coisas sobre os animais que eu não sabia, e eu já estava trabalhando lá,” disse a ex-treinadora de orca SeaWorld, Samantha Berg. Além disso, “Blackfish” mostra como o parque ganha seus cetáceos: uma sequência mostra mergulhadores capturando filhotes de orcas, enquanto as mães das pequenas orcas assistem a tudo gritando.

Outra ex-treinadora afirma que a observação de baleias e golfinhos em seu estado natural é uma forma maravilhosa de ver estes animais de perto sem ameaçá-los. “Se você tem dinheiro suficiente para levar a sua família a qualquer um dos parques do SeaWorld, então você também pode levar a sua família para observar baleias, orcas e golfinhos na costa”, disse Carol Ray. “Essa é uma ótima oportunidade para vê-los onde eles devem estar”.

Crítica do SeaWorld

Gabriela afirma ter procurado o SeaWorld, que tem parques em San Diego e San Antonio, além do de Orlando, para prestar um depoimento no filme. Mas a empresa se recusou a aparecer em “Blackfish”, optando por emitir sua declaração de 12 de julho, na qual considerava o filme “vergonhosamente desonesto, deliberadamente enganoso e cientificamente impreciso.”

Assista ao trailer em inglês:

A orca Tilikum, nasceu no mar perto da Islândia, em 1983, e foi capturada e enviada para um parque, perto de Vancouver, até ser vendida ao SeaWorld em Orlando.

Fonte: Último Segundo

1 COMENTÁRIO

  1. Olá,
    Infelizmente creio que os cinemas brasileiros não divulgarão o documentário (pelo menos não os cinemas de cidades menores), mas há alguma data ou prévia de lançamento para aqui no Brasil?
    Obrigada!

  2. Isso tem que acabar!!!È uma crueldade muito grande fazer isso com esses animais…a ganância do homem vai de mal a pior..É muito bom saber que dentro breve tudo isso acabará,não só a maldade contra os animais mas também contra o ser humano.

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