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Cães que foram pintados em campanha publicitária geram polêmica

10 de julho de 2013
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(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Os cães vermelhos que aparecem no anúncio que apresenta a seguradora Fidelidade como marca única voltaram a gerar polêmica sobre a utilização de animais na publicidade.

O alerta veio da Associação Animal, que na sua página do Facebook (onde tem 40.700 fãs) diz não colocar em dúvida se os animais foram bem ou mal tratados, se a tinta era tóxica ou não. “O problema é com a utilização de animais com fins publicitários, cinematográficos, televisivos”, diz, assumindo a posição abolicionista, que condena a exploração de animais.

A Fidelidade justifica-se dizendo que “elegeu o cão como símbolo da empresa por ser o mais idôneo representante dos seus valores.”

Já em relação à campanha, que comunica a fusão entre as marcas Fidelidade Mundial e Império Bonança, a seguradora diz que, “tendo o cão por figura central, tem naturalmente de ser vista, à luz das regras do senso comum, como uma verdadeira e eficaz homenagem ao cão, colocado em primeiro plano nos diversos contextos da vivência familiar.”

A Fidelidade esclarece ainda que os cães dos anúncios “foram preservados ao máximo, e tratados com o maior cuidado e dignidade.” Acrescenta, que foram pintados com materiais não tóxicos, designadamente com tinta solúvel em água e spray de cor temporária para cabelo destinados a utilização humana, “sendo comprovadamente de utilização segura e inofensiva à saúde dos animais e das pessoas.”

E nas filmagens, os tutores dos animais estiveram sempre presentes, bem como os treinadores comportamentais no sentido de divertir os animais e tirar-lhes qualquer angústia ou pressão. “As filmagens decorreram num ambiente descontraído, de grande companheirismo e envolvimento entre pessoas e animais, como é possível verificar através das filmagens making off realizadas e sem qualquer pressão sobre os animais, uma vez que nem lhes era exigido nenhum acting especial”, acrescenta a Fidelidade.

Fonte: Dinheiro Vivo

Nota da Redação: É um absurdo tingir um animal. Ele não se beneficia em nada com a “nova cor”, ainda que a tinta não seja tóxica, e não tem como se defender de ser pintado. Não existe escolha, é imposição. O uso de animais para fins publicitários, cinematográficos ou televisivos é problemático pelo mesmo motivo. Trata-se, sim, de uma exploração desnecessária e que pode ser estressante, na qual o ser humano lucra e o animal nada ganha. Infelizmente a matéria acima dá voz à empresa, e não discute realmente a questão do uso de animais na publicidade.

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