Noelia Gigli (da Redação)

Golfinho confinado em aquário em Miami (EUA). (Foto: Divulgação)
Golfinho confinado em aquário em Miami (EUA). (Foto: Divulgação)

Os aquários são espaços que pretendem imitar o local onde os animais aquáticos vivem. Mas em nada se parecem com o habitat natural deles, imenso e não limitado por vidros. O texto que você lê a seguir é da ONG Igualdad Animal, que atua pelos direitos animais, também para que essa crueldade tenha fim.

Nos aquários podemos encontrar golfinhos, leões marinhos, tubarões, arraias, entre outros. Durante a vida, um golfinho, por exemplo, percorreria milhares de quilômetros e interagiria com centenas de outros golfinhos e outros animais aquáticos. Quando trancados num aquário, estamos condenando-o a dar voltas pelo resto de suas vidas no mesmo recinto, sem a milésima parte da variedade de sensações que aproveitaria em liberdade. Os golfinhos utilizam o eco dos ultra-sons que emitem para se orientarem na água e, quando presos num aquário, sofrem pela confusão produzida pelo eco contra as paredes do aquário. Não se engane pelo aparente sorriso, pois não passa de um traço facial que será mantido mesmo quando sofrem e até depois de mortos.
Jacques Cousteau afirmou que a vida para um golfinho em cativeiro “o leva à confusão de todos os seus sentidos, que a longo prazo causará uma desestrutura de todo o seu comportamento e hábitos”.

Os golfinho não são os únicos que sofrem nos aquários devido à falta de liberdade, os peixes também são indivíduos que sofrem mudanças no comportamento e padecimentos nesses recintos.

Peixes confinados para exposição ao público no aquário de Ubatuba (SP). (Foto: Divulgação)
Peixes confinados para exposição ao público no aquário de Ubatuba (SP). (Foto: Divulgação)

A maioria dos peixes possuem uma memória espacial que os habilitam a criar mapas cognitivos que os guiam através dos mares e oceanos, utilizando sons, cheiros, luzes etc. Por isso também sofrem enormemente quando privados de liberdade. Os sentidos dos peixes evoluíram de modo completamente diferente dos outros animais como nós, por isso, por exemplo, o que para nós pode ser um leve som, para um peixe, com uma capacidade auditiva maior e que vive num meio onde o som viaja mais rápido (a água), um golpe no cristal dos aquários pode ser uma fonte de choque e tormento. Existem outros problemas nos aquários, como a impossibilidade de controlar a temperatura da água para que seja a idônea, o que acaba por matar centenas de animais. Além dos produtos químicos que desinfectam os aquários e que causam feridas na pele, nos olhos, aumentando a dor e o sofrimentos em suas vidas.

O que posso fazer pelos animais nos aquários?

Não vá a lugares onde os animais estão presos, é o dinheiro dos visitantes o que sustenta tais negócios. Incentive aos outros a que façam o mesmo, assim tais lugares não demorarão em desaparecer. Até pode ser bonito e agradável ver indivíduos de outras espécies de animais marinhos nos aquários, mas suas vidas são um tormento. Então, se você gosta de animais e quer conhecê-los, aprende sobre eles se informando na Internet, consultando livros nas bibliotecas, vendo documentários, praticando mergulho etc.

Lembre-se de que todo que os demais animais precisam é da sua ajuda. Você pode ser sua voz e ajudá-los a que, algum dia, os únicos animais marinhos existentes se encontrem nos mares, rios e oceanos.

1 COMENTÁRIO