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Conselho Regional de Medicina Veterinária fiscaliza ambientes perigosos para animais

12 de junho de 2013
3 min. de leitura
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Fiscal faz vistoria em consultório, observando se as normas estipuladas pelo Conselho Regional de Medicina Veterinária estão sendo cumpridas. (Foto: Carlo Wrede / Agência O Dia)

Um pet shop que não deixa à mostra o local de banho e tosa, um hotel para animais que enjaula cães de portes diferentes numa mesma gaiola e um consultório veterinário que faz procedimentos cirúrgicos clandestinamente.

Estes são apenas exemplos do que os fiscais do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Rio encaram pelas ruas. Nos últimos três anos, o órgão notificou mais de 1.600 estabelecimentos.

O alto número, no entanto, ainda não é compatível com a meta do conselho, já que, segundo ele, a população precisa denunciar mais.

No ano passado, 616 infrações foram emitidas. Entretanto, segundo o presidente do órgão, Cícero Pitombo, as reclamações que chegam à ouvidoria são poucas.

Em 2012, apenas 47 denúncias foram registradas e muitas partiram dos próprios veterinários. “A população precisa colaborar mais”, cobra Pitombo, que vê nos estabelecimentos clandestinos o maior desafio.

“Tem muita gente que abre um pet shop ou um consultório e não registra. Isso oferece riscos não só ao consumidor, mas aos animais”, conclui. O registro é o certificado de regularidade técnica, obrigatório por lei em qualquer estabelecimento que tenha animais. O documento, que deve ficar exposto, atesta o acompanhamento frequente de um veterinário no local.

Contra estabelecimentos clandestinos, o conselho desenvolveu um método simples, mas que só no ano passado, foi responsável pela metade das novas visitas. “Uma equipe faz pesquisas frequentes no Google atrás de serviços veterinários.

Procuramos por pet shop, hotel para cães, clínicas, o que tiver. Checamos tudo no sistema, se algum deles não tiver registro, vai direto para lista de visita dos fiscais”, explica Pitombo.

Justiça dá desfecho a caso que chocou o país no dia 25

Um caso que chocou o país no ano passado terá seu desfecho no próximo dia 25, quando a Justiça ouvirá os donos da pet shop Quattro Patas, no Engenho de Dentro, indiciados pelo Ministério Público Estadual por maus-tratos aos animais.

Solange Barroso e seu filho, Daniel Henriques Barroso, apareceram em imagens divulgadas em outubro de 2012 agredindo cães no banho.

Em uma das cenas, Daniel bate com uma garrafa no focinho de um cachorro de médio porte. O vídeo ganhou repercussão internacional. Mãe e filho podem pegar até a 14 anos de prisão pelo crime.

O pet shop funcionava irregularmente, já que não era registrado no Conselho de Veterinária. A prefeitura suspendeu o alvará de licenciamento do estabelecimento. A loja permanece fechada.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária listou dicas para os tutores de animais. Se as condições do estabelecimento estiverem fora destes padrões, a ouvidoria do órgão deve ser acionada pelo telefone 2576-7281.

Pet shop

Procure pelo certificado de registro profissional e peça para falar com o veterinário antes de deixar seu animal no estabelecimento.

O local do banho e tosa deve ser como um aquário, para quem está de fora ver o trabalho dos tosadores. Na fila de espera, é preciso ter espaços diferentes para cada porte. O cão não pode ficar com gato. Ou cão pequeno com grande (vale para hotéis, clínicas e consultórios também).

Banho

A água do banho pode ser checada pelo tutor do animal. Ela deve estar em temperatura ambiente. No pet shop, nenhum serviço de saúde pode ser prestado.

Hotel

É obrigatória a permanência de um veterinário em tempo integral. Comida e água devem ficar acessíveis e tem que haver banho de sol para os bichos. Não é aconselhado que o estabelecimento tenha piscina para reduzir riscos. Observe onde são descartados os resíduos sólidos (fezes ou pelos). Estes não podem ficar no mesmo ambiente dos animais.

Fonte: O Dia Rio

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