Encontro vegano na sede do PV em Osasco (SP) debate alimentação ética e saudável


Rosi Cheque
rosicheque@hotmail.com

Foto: Divulgação
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Produção de carne é a principal responsável por alterações nas paisagens naturais do Brasil. A criação de gado é responsável pelo desmatamento de 93% da Mata Atlântica, 80% da Caatinga, 50% do Cerrado e 18% da Amazônia.

Regado a muita música e dança, o “I Encontro de ativistas veganos e curiosos de Osasco” ocorreu na tarde de sábado, 08, na Sede do Partido Verde, e reuniu pessoas de Osasco e região e visitantes de outros estados.  Veganos, vegetarianos e simpatizantes saborearam delícias (salgados e doces) da culinária vegana. Resumidamente, o veganismo significa os princípios de sobrevivência humana sem explorar os animais.

Com refeições balanceadas é possível ser vegetariano e saudável. Para ativistas, comer só vegetais contribui para o desenvolvimento sustentável e ajuda a manter a saúde física evitando doenças do coração.

Na abertura do encontro, Leandro Ferro, organizador do evento, agradeceu a presença e participação de todos. Contou brevemente como se tornou vegano, abordando algumas questões ligadas ao consumo de carne no meio ambiente. “Fiquei muito feliz quando o Carlos Marx topou minha proposta de fazer nosso encontro aqui na sede do Partido Verde que, aliás, tem tudo a ver conosco. O PV defende, dentre outras coisas, a causa da alimentação natural. Nós veganos não comemos nada de origem animal. Eu procuro produzir o que vou comer”, disse o ativista.

O dirigente verde Carlos Marx, também secretário de Meio Ambiente de Osasco, comentou sobre o incentivo de atividades relacionadas à alimentação saudável e natural dado pela Prefeitura através de projetos e programas, a exemplo, oficina de alimentação e saúde, feira de orgânicos no Continental Shopping, segunda sem carne, curso de horticultura. Comentou ainda sobre o projeto Biodiesel Osasco citando a expectativa em ter na cidade uma usina, assim como o projeto Recuperação de Minas e Nascentes e as atividades do Borboletário.

Depoimentos

“Sou da cidade de Maringá, não sou vegetariano e fiquei curioso com o convite. Gostei muito de participar. Tenho certeza que fiz hoje bons amigos. A comida e os sucos estavam muito bons”, comentou o músico Rodrigo dos Anjos.

“Moro em Salvador e não como carne desde criança. Na adolescência meu organismo passou a rejeitar ainda mais todo tipo de carne. Adorei o encontro de hoje e vou levar boas lembranças daqui de Osasco”, disse a atriz Fernanda Boaventura.

“Sou vegetariana, mas infelizmente ainda não sou vegana. A luta em defesa dos animais e do meio ambiente é grande. Trabalho na prefeitura e estimulamos os restaurantes da cidade a aderir a campanha Segunda Sem Carne. Quem sabe, se a gente se organizar, teremos logo um restaurante vegetariano em Osasco?”, falou Jacy Malagoli, presidente da ONG Ação pró Vida Animal e Meio Ambiente (Avama).

O engenheiro elétrico Ricardo Costa é vegetariano há quatro anos e disse ter várias propostas para promover a alimentação natural na cidade de Osasco. Segundo ele, a alimentação natural deve ser estimulada desde pequenos e nas escolas.

Ciência

Uma pesquisa publicada pela revista “American Journal of Clinical Nutrition” revela que pessoas que seguem a dieta vegetariana têm reduzido em 32% o risco de hospitalização e morte por doenças cardiovasculares em comparação com as que consomem carne e peixe.

O estudo é considerado como o mais amplo já feito no Reino Unido, que compara a incidência de doenças cardiovasculares entre os vegetarianos e os não vegetarianos. A análise se concentrou em 45.000 voluntários com idades entre 50 e 70 anos na Inglaterra e na Escócia, incluídos em um estudo sobre câncer e nutrição denominado já feito.

Outro estudo feito por especialistas do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (Centro Clima) releva que o aumento da demanda externa por carne bovina vai induzir o Brasil a desmatar mais a floresta amazônica, revertendo o sucesso recente na diminuição das perdas florestais.


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