Maus-tratos contra animais, um eco da violência social


Por Pérola Novais (da Redação)

Foto: Divulgação
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Desde 2012 veio a público, por meio da internet, casos de maus-tratos a animais no México, onde a crueldade parece não ter limite. No norte do país, parece que os quadros de crueldade contra animais domésticos são um eco da violência social, segundo declarações de Doris Rivera, presidente da Associação de Defesa dos Animais de Laguna. As informações são do Zocalo Saltillo.

Rivera recorda ainda o caso do cachorro que foi assassinado em Picardias, município de Lerdo, Durango. Um vídeo vazou na internet. Nele, lamentavelmente, se pode escutar outros jovens aplaudindo o ato.

Esses casos levaram associações de defesa dos animais a realizarem um plantão em Lerdo, onde registraram a denúncia e conseguiram que os agressores fossem multados por três mil pesos.

Os agressores foram obrigados a procurar um psicólogo, além de serem expulsos de suas escolas.

Ela também destaca o caso de uma família que matou a golpes seus cachorros, uma das primeiras denúncias de maus-tratos que foi a um Tribunal Administrativo, e que na semana passada teve a resolução emitida. Os envolvidos foram declarados culpados, e serão aplicadas sanções econômicas.

A presidente da Associação diz que tem recebido denúncias de atos de violência contra animais cada vez mais cruéis. E acrescentou que há lacunas na lei de proteção de animais que regem em Coahuila. Considera que as punições precisam ser mais duras.

“Ainda que existam no país leis para sancionar os casos de violência extrema  contra animais, no momento de apresentar uma queixa, o fato é subestimado pelas autoridades”, comenta Rivera.

“A violência contra animais domésticos ocorre em seus próprios lares, por parte de seus próprios tutores, acontece nas ruas e em um número cada vez maior, tanto a incidência do abandono de caninos e felinos domésticos, envenenamentos de animais, quanto por intolerância ou por mero prazer de fazê-lo”, compartilha.

“É muito cruel que quando estão no seio familiar e já não os querem, a única solução que encontram é jogá-los às ruas, para procriar, sofrer. Jogam em sacos, como lixos, mudam de casa  e os deixam abandonados sem atenção, sem água, nem comida”.

De acordo com a psicologia, menores que crescem sem afeto e sem valores, são os principais agressores a seres mais indefesos, e estes padrões de condutas podem se reproduzir contra seres humanos em idade adulta.

“Está comprovado cientificamente que uma criança que agride a um pequeno animal, qualquer que seja, é um assassino em potencial e pode chegar a ser um delinquente”, conclui.


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