Por Anjali Sareen, do Huffington Post
Tradução por Kalyne Melo (da Redação)

Foto: Reprodução

Ao longo dos últimos dias, enquanto as notícias apareciam relatando o ‘escândalo’ da carne de cavalo que acontece por toda a Europa, consumidores americanos e europeus ficaram igualmente horrorizados. Caso você tenha perdido, DNA de cavalo foi encontrado em produtos como lasanha e hambúrguer no Reino Unido. Entre as companhias de carne responsáveis pela falha estão grandes organizações alimentícias como o Burger King do Reino Unido, e a gigante do fast food já enfrentou uma espantosa reação. Clientes usaram o facebook e o twitter para expressar sua indignação e preocupação sobre o escândalo de modo que forçaram o Burger King a colocar anúncios em vários jornais importantes se desculpando pelo incidente.

Por que, eu quero saber, os consumidores estão tão horrorizados?

O (jornal britânico) The Guardian entrevistou clientes de um restaurante em Londres sobre o escândalo da carne de cavalo, a entrevista revelou algumas respostas interessantes.

Kashyap Raja, 28, comentou que apenas queria saber o que estava comendo. Outro cliente, Amit Bhadd, 30, vegetariano, expressou o mesmo tipo de preocupação, mas atentou para o fato de que ele ficaria “preocupado se traços de carne fossem encontrados em alguma coisa que deveria ser vegetariana.”

Existe um argumento apresentado de que os clientes devem estar conscientes do que exatamente está nos seus produtos e talvez seja por isso que eles estejam com raiva. No entanto, ao menos nos EUA, não nos importamos quando os alimentos embalados contêm coisas como gelatina, que o Google descreve como “uma substância sólida, translúcida, incolor, quebradiça, derivada do colágeno de diversos subprodutos animais.” Diversos subprodutos animais – com certeza soa apetitoso, não é?

Não nos importamos também, quando há insetos moídos na nossa comida. Não podemos argumentar que a fraude nesse caso tenha sido mais notória do que qualquer outra, então por que tanta indignação?

Se o argumento de informação ao cliente é eliminado, então parece que as pessoas em geral ficam chateadas de estarem comendo cavalos. Cavalos, na maioria das culturas, são tratados quase como animais de estimação. Nós não os mantemos dentro de casa e os levamos em viagens de família, mas para aqueles que têm cavalos de companhia, eles certamente se tornam membros da família. Mesmo que você não se considere um orgulhoso pai/mãe de um equino, a reação instintiva é geralmente fazer carinho no animal ou admirar sua beleza, não matá-lo.

Isso se dá por que há algo especial sobre cavalos? Eles são mais espertos, mais parecidos com os humanos ou mais especiais de algum modo do que outros animais que comemos?

Talvez. Mas o fato é que porcos são considerados mais inteligentes que ambos, cavalos e vacas. Então a inteligência animal, como informação ao consumidor, também não pode ser tida como métrica para a indignação.

É interessante o fato de um consumidor francês entrevistado pelo The Guardian comentar que não estava chateado sobre a carne de cavalo. “Sou francês, nós comemos carne de cavalo na França, então eu não me importo,” ele disse.
Isso é cultural? Talvez. No Reino Unido eles não comem cavalo, mas comem peixe. Na Índia não se come vacas, mas come-se cordeiro. Nos EUA, não comemos cachorro, mas comemos frango. Por quê?

Algumas culturas comem animais que outras culturas achariam ofensivo, mas o tema principal é que todos ficam horrorizados ao descobrir que estão comendo um animal sem saberem antes de qual se trata. O que me leva de volta a questão do porquê. Por que é tão diferente descobrir que você está comendo um animal e não outro?

Talvez os consumidores que estão tão chateados com o incidente da carne de cavalo devessem perguntar a si mesmos sobre a resposta. Por que é aceitável imaginar que você está comendo uma vaca – um animal inteligente, amável e lindo – mas se você descobrir que se trata de outro animal inteligente, amável e lindo, de repente isso vira um problema? Não pode ser por causa de nenhuma diferença inerente às espécies, então o que torna isso tão vil?

Eis a resposta: nada. Nada relacionado a comer cavalos ou cachorros é diferente de comer vacas ou frangos. Ambos os atos estão tirando a vida de um animal inocente e o colocando no seu prato. A diferença é que nós, enquanto cultura, parecemos ter decidido arbitrariamente que é confortável fazer de gatos e cachorros nossos animais de companhia e fazer de porcos e peixes nosso jantar.

O fato de tirarmos a vida de um animal para nos alimentarmos deveria nos fazer sentir chateados e indignados, não importa qual. Na verdade não há nenhuma boa razão para distinções entre as espécies, no entanto de alguma maneira nós decidimos fazê-la.

Da próxima vez que você se sentar para comer um bife ou um frango ou peixe, pergunte a si mesmo como você se sentiria se descobrisse que é o cachorro da sua família que está no prato ao invés do animal que você achava que estaria. Você ficaria tremendamente chateado, não ficaria?

Então, por que você não se preocupa com a vida do animal que está diante de você?

1 COMENTÁRIO

  1. Aqui está escrito o que tenho escrito em comentários de pessoas indignadas porque em algum outro país se come cães, gatos, cavalos, coelhos, enquanto essas pessoas vivem aqui sem abrir mão de bifes de vacas, vitelos, ovelhas, porcos, frangos, perus, chesters, emas e de carnes de animais caçados para virar algo exótico na rotina dos almoços inundados de gorduras animais de todas as espécies “aprovadas” para engolir.

    E, sem saber, quanta carne de gato, cão, cavalo, coelho e sabe-se lá de animais adoecidos já não foi comida também por aqui, carnes que uma vez moídas e transformadas em hambúrgueres ninguém tem condições olfativas ou palativas para distinguir da tradicional carne moída, que é obtida de vaca morta por não secretar mais leite. Deveriam horrorizar-se com o sangue e o pus que comem nos laticínios, também sem ver, sem saber e sem desconfiar.

    E, convenhamos, quem sinceramente se horroriza com o sofrimento animal não come nada que vem de animais. A sinceridade é vegana, abolicionista. O resto é frescura de especista eletivo bem-estarista e preocupado apenas com seus melindres, não com o sofrimento dos animais.

    O especista eletivo elege uma espécie ou duas para acariciar e passa a faca e a motosserra nos animais de outras espécies, tratados apenas como carcaças.

    Não somos abutres. Deveríamos nos alimentar apenas do que faz a fotossíntese do prisma solar: alimentos vegetais. Simples assim. Dieta abolicionista. Pronto! Acaba o medo de estar comendo “carne nojenta”. Quem não come carne se livra de todas essas repulsas, porque liberta da morte os animais que seriam abatidos para encher seu prato. Uma libertação animal liberta todos os “animais” envolvidos: os que costumam ser mortos para virar bife e os que costumavam comer esses nacos de cadáveres! Mas ainda há quem prefira a escravidão e o temor e tremor na boca do estômago cada vez que vai para a frente de uma daquelas gôndolas repletas de matéria morta bem embaladinha e sem a etiqueta dos “ingredientes”. Tem de tudo ali naquelas matérias. De tudo tão horrorizante que ninguém ousa escrever na etiqueta, porque só uma pessoa muito desavisada compraria esses pacotinhos: pus, sangue, glifosato, hormônios, outros pesticidas além do glifosato (que sozinho já é uma bomba da morte) et.

    • Passou essa semana no programa “TABU” sobre carne de cavalo,e gerente de um frigorífico em Minas disse que nós brasileiros somos muitos sentimentais em relação a comida….antes fosse verdade,pois não comeriam tantos animais como comem…no lugar de “sentimentais” ela deveria ter usado o termo “especista”.

      • Cara Daniela Alves, também assisti esse capítulo da série Tabu e fiquei perplexa com as colocações que a carne de cavalo aqui no Brasil seria um tabu exatamente porque vemos esses animais como seres bons, aliados e amigos.

        Fiquei pensando o que os pobres bois, vacas, frangos, peixes, porcos,galinhas, galos, bezerros, cabras, cabritos etc fizeram de tão errado para não ter a mesma empatia e compaixão.

        Se fossemos tocados pela coerência, pela dor alheia e pelo entendimento respeitoso aos animais, não comeríamos nada que provocasse dor profunda a outros seres.

    • não somos abutres, é verdade, porque não procuramos carcaças mortas para nos alimentar. Os animais predadores, que existem em abundância na natureza, também não são geralmente necrófagos, mas comem carne… A verdade é que pertencemos a uma classe de animais que come plantas e outros animais – somos omnívoros… logo, historica, cultural, e até naturalmente, comemos carne… Não sou contra o vegetarianismo nem o veganismo, mas abomino qualquer forma de radicalismo.

      • Acontece que quando comemos uma couve ou bróculos ou soja ou feijão, etc. não há derramamento de sangue, nem transportes cruéis nem corredores da morte. A planta continua viva, dá-nos a sua semente. O animal é morto e logo a seguir comemos os seus descendentes! Mau isso, não?… Os animais sentem como nós, são seres sencientes, criam laços de afeto. É preciso acabar com o holocausto animal para que haja efetiva paz entre nós.

  2. <>>?????
    Quando compro um produto gosto de saber que vou consumir o que vem descrito no rótulo. A questão é mais prosaica do que imagina. Se vou a um supermercado e no rótulo leio ervilhas, então quero que o produto seja esse mesmo e não de outro qualquer que o produtor “decide” por si em colocar.
    É uma questão de princípio e de honestidade.
    Você quer comparar vestígios de outros produtos com a acção deliberada e criminosa de lesar e enganar o consumidor com um produto mais barato?
    Pense antes de publicar certas afirmações. Se não tem os factos todos, investigue, informe-se e depois exponha a sua opinião. Se pretendeu colocar em perspectiva o consumo de certos animais só pelo facto de serem animais domésticos ou não, falhou pelo facto de apresentar argumentos pouco convincentes e subjectivos.

  3. “Por que é tão diferente descobrir que você está comendo um animal e não outro”?????
    Quando compro um produto gosto de saber que vou consumir o que vem descrito no rótulo. A questão é mais prosaica do que imagina. Se vou a um supermercado e no rótulo leio ervilhas, então quero que o produto seja esse mesmo e não de outro qualquer que o produtor “decide” por si em colocar.
    É uma questão de princípio e de honestidade.

    “Não nos importamos também, quando há insetos moídos na nossa comida. Não podemos argumentar que a fraude nesse caso tenha sido mais notória do que qualquer outra”
    Argumento miserável. Você quer comparar vestígios de outros produtos com a acção deliberada e criminosa de lesar e enganar o consumidor com um produto mais barato?

    Pense antes de publicar certas afirmações. Se não tem os factos todos, investigue, informe-se e depois exponha a sua opinião. Se pretendeu colocar em perspectiva o consumo de certos animais só pelo facto de serem animais domésticos ou não, falhou pelo facto de apresentar argumentos pouco convincentes e subjectivos.

    • Paulo Victor,
      Você precisa ler e se informar mais também. A referência a “insetos” na comida, diz respeito ao fato de o corante carmin, para citar um exemplo, ser feito a partir da cochonilla. São necessários 150 mil insetos para produção de 1kg de pó corante usado em sorvetes, balas, gelatinas, bolos e cremes de beleza também. Mas você prefere comer insetos sem saber não é verdade? É disso que se trata. Então, dada a preferência geral da nação, aí está a carne de cavalo e sabe-se lá de que outros animais também sendo consumida sem que o consumidor queira saber o que está comendo. Só se espanta depois que alguém faz um escândalo.

      Mas, se não houvesse tal escândalo, toda essa gente continuaria a comer carnes sem investigar o tipo de matéria animal apresentada, pois o que interessa é comer carnes, não é mesmo? Por isso é uma frescura ficar melindrado ao saber que a carne é de um cavalo, quando se come a carne de um boi sem sentir nada. Carne é carne. Proteína, gorduras, sangue. Não importa mesmo o tipo. Importa a matéria. Morta. Cortada. Sem qualquer identidade. E todo mundo gosta mesmo é disso.

      Se pendurassem uma vaca ali, um porco, um frango, um cavalo, um coelho, um cão, um gato, cada freguês compraria uma ou mais dessas carnes, dependendo de sua cultura e formatação mental para comer animais.

      Claro que temos direito de saber o que está no pacote. Vamos exigir a lista de mais de 100 coisas que estão no litro de leite também! É de arrepiar! Mas todo mundo compra sem nunca telefonar para os produtores perguntando o tipo de coisa escondida ali naquele líquido: antibióticos, pesticidas, pus, sangue, calmantes e de muitos tipos. Todo mundo come isso todo dia, nos queijos, iogurtes, sorvetes, leites. Só se arrepiará no dia em que alguém fizer um escândalo. Até lá, seguem sua rotina alimentar.

      E quem disse que comida feita do corpo de um animal é coisa limpa de se comer?

      • BEM EXPLICADO O SEU COMENTÁRIO SÔNIA FELIPE. PRECISAMOS CADA VEZ MAIS DESPERTAR PRA UMA ALIMENTAÇÃO , ÉTICA QUE RESPEITA A VIDA E É SAUDÁVEL SUSTENTÁVEL, EVOLUÍDA MORALMENTE E ESPIRITUALMENTE PRA OS ANIMAIS -NÃO HUMANOS E HUMANOS E O PLANETA, ATÉ A ONU JÁ RECOMENDOU. VIVA A VIDA, VIVA O VEGANISMO!

      • Sónia, acho que de um modo geral se estão a confundir os argumentos e a discussão sai prejudicada. Estão a misturar os princípios de uma alimentação vegana/vegetariana com o direito a adquirirmos produtos em que o que se compra é o que se consome.
        Quando diz que carne é carne não interessa a proveniência, não está a ser intelectualmente justa.
        Quando compra um café de um lote específico ou um vinho gourmet espera que o produto que está a comprar seja realmente o que está no rótulo e não outro. Ou para si isso é frescura? Eu chamo-lhe honestidade.

        Não duvido que uma alimentação sem carne seja mais saudável e até moralmente mais correcta. Como vivo em Portugal não conheço essa situação dos insectos que fala e que me parece ser um facto local do Brasil, no entanto, a realidade é que se não lutarmos pela verdade do que consumimos e compramos nos supermercados, no futuro não vai ser só na carne que as pessoas vão ser enganadas.

        • Paulo Victor,
          Sobre os insectos, se não conhece a situação, lamento informar que então está a comê-los sempre. Para evitar isso, passe a conferir em tudo o que for industrializado, nos ingredientes: corante carmin, cochonilla, ou mesmo o corante de número 40. São máscaras que escondem os insectos dos quais se extrai a cor encarnado (vermelho, no Brasil) que vai encontrar em alimentos doces industrializados e também em cremes hidratantes, batons, enfim, quase tudo que for da encarnado. Esse corante é usado ao redor do mundo, não é um problema do Brasil. Pode ir agora mesmo ao google e digitar: corante carmin. Boa leitura!

          • Sónia,
            Não consumo nenhum dos produtos que menciona pelo que ignoro os seus constituintes. Mas obrigado pela informação que irei guardar e analisar. No entanto, sinto que a discussão se está a desviar do tema essencial que é o direito que TODOS temos em que a verdade esteja escrita nos rótulos dos produtos que consumimos.
            A questão de se os produtos são de origem animal, se causam sofrimento e são imorais é outra, tão ou mais importante mas completamente diferente.

            Respeito e empatizo com a posição dos ecologistas/veganos/vegetarianos até porque sou um defensor e activista pela abolição das touradas em Portugal, pelo que não aceito acusações de qualquer falta de sensibilidade.
            O que me fez escrever inicialmente foi um artigo onde se afirma de uma forma generalista e básica, que não deveria haver escândalo quando o que interessa aos consumidores é a carne; e que não deveríamos estar preocupados se a proveniência da mesma é de animal A ou B sendo que em ambos houve a morte de um animal inocente.
            É esta posição que me indignou e me fez escrever propondo que o que está no cerne da questão, é a falta de honestidade e verdade que abunda na nossa sociedade de consumo e que necessita ser combatida para o bem de todos.

  4. a questão não é estar chocado com a carne de cavalo. Eu sou vegetariana, não como nenhum tipo de carne, mas acho arriscado a campanha “Se vc ama uns, pq come outros” pq o problema q vejo é desse povo optar por mais um tipo de massacre,ao invés de abandonar o que já está no habito deles.
    É mais facil as pessoas pensarem: ‘é..pq não comer!?,afinal,carne é carne!!” do que se conscientizarem sobre o boi, a vaca, o peixe,o porco…..

  5. O dilemma de comer ou nao comer carne de cavalo e ainda por cima perguntar qual e a diferenca, apresenta-se como uma faca de dois gumes porque satisfaz os ativitas por uma alimentacao vegana e os ajudam a colocar a agenda vegana em pauta para chocar os que consomem outras carnes. Em contrapartida, a ideia de ELIMINAR animais da lista do matadouro e NAO ADERIR mais animais para essa lista tenebrosa, simplesmente vai de agua abaixo. Nao e questao de um animal ser mais importante que o outro e a questao de continuar aumentando a lista. Se pode ser o cavalo, entao porque nao aderir caes, gatos, macacos, leopardos, elefantes, etc etc? E isso e o que podemos chamar de ultima fronteira: NADA MAIS e sagrado. Ora, se nao temos muito exito em eliminar 3 ou 4 especies da lista dos matadouros, entao como podemos esperar que depois de uma orgia de animais mortos de todos os tipos, vamos despertar nessas pessoas o desejo e moral para abandonar tudo isso? TEM MAIS: Aqui nos Estados Unidos lutamos desesperadamente para eliminar os matadouros de cavalos. E conseguimos. Na epoca milhoes de pessoas de um canto ao outro lutou para isso. Depois dessa mentalidade do “porque nao o cavalo” e ninguem mais fez nada. ENTAO: ESTAO TRAZENDO DE VOLTA OS MATADOUROS DE CAVALOS. QUEM GANHOU COM ISSO? Eu sei quem perdeu. Os cavalos e todos os ativitas que tanto lutaram para eliminar mais um animal da lista maldita. E MUITO errado usar quaisquer animais para enpurrar a agenda de outros. Isso nao ajuda ninguem: Nem vaca, nem porco, nem aves, e muito menos os cavalos. Alias, se existir uma chance de incucar na cabeca de alguem pra deixar de comer carne, o cavalo nao vai em ou diminuir em nada. Eliminando o cavalo ou qualquer outro animal, so vai ajudar a causa; E UMA VITORIA para a causa e principalmente para o animal em questao.

    • Rosa Close,
      A intenção dos comentários veganos não era simplesmente dizer que é indiferente mais um tipo de carne. Era questionar o desequilíbrio entre protestar contra a venda de carne de cavalo e o silêncio e conivência ou melhor, comilança, quando se trata da carne de outros animais. Os veganos não comem nenhuma carne, porque para eles todos os animais são iguais, no sentido de que todo animal o que ele mais quer é estar vivo. Do ponto de vista do animal, não da perspectiva de nossas preferências ou estimas particulares por certos bichos e indiferença por outros, ninguém deveria lhes tirar a vida para usar suas carnes como matéria alimentar, pois temos fontes de proteínas vegetais abundantes.

      • Sonia Felipe, eu bem sei que a intencao dos veganos ou mesmo vegetarianos nao e incluir mais animais no menu. Minha objecao, como vegana e ativista anti-peles e pelo fim da exploracao equine, e que esses comentarios tem implicita a mensagem: NAO FACA NADA PELOS CAVALOS ate que todos os outros animais estejem livres da faca do acougueiro. A industria de carne equine foi a primeira que saiu com essa: Porque nao comer carne de cavalo quando se come carne de vaca? Os ativistas veganos e vegetarianos estao caindo como patinhos na armadilha da industria dessa industria. Entao: Aqui nos Estados Unidos os matadouros de cavalos estao voltando e quem ganha com isso? Certamente nao os porquinhos, vaquinhas e muito menos os cavalos. Quanto mais se inclue animais na lista, mais consomem carnes de todos os tipos. Essa mentalidade e o mesmo que jogar o bebe junto com a agua do banho. E imoral usar a miseria de um animal para ilustrar a agenda do outro. O cavalo e um dos animais mais explorados e sofridos do mundo, so para mencionar alguns: Industria farmaceutica onde as eguas gravidas ficam em pe durante o tempo todo para coletarem a urina e arracam os bebes de seus uteros para virarem pelicas, sao torturados nos rodeios, industria de corridas de cavalos procriam milhoes de bebes que sao descartados como lixo por nao atingirem a perfeicao que desejam. Os cavalos que sao enviados para matadouros COMPLETAMENTE inapropriados, sao cavalos velhos, doentes, depois de anos de exploracao e sofrimento, eguas gravidas, jovens e tudo que entrar pelo meio. Sao essas crueldades que lutamos contra e NAO porque um animal e melhor que o outro. NO entanto, ninguem mais quer ajudar os cavalos por causa dessa mentalidade miope e cruel que esta sendo espalhada mundo afora. E CLARO que nenhum animal deveria ser morto para comida. Eu deixei de comer carne em 1986. Mas nem porisso saio por ai fazendo piadinhas e muito menos acho que sou melhor que ninguem. Todos nos estamos numa fase de evolucao e cada um faz aquilo que pode. O que temos que fazer e ajudar as pessoas evoluirem. Nao podemos atrair abelhas com vinagre e sim com mel. O que deveriam dizer po ai seria: Que otimo que tanta gente rejeita a carne do cavalo, do cachorro, do gato, desse ou daquele. ENTAO vamos lutar juntos para tirar das listas do acougueiro a vaca, o porco, a galinha, etc. ISSO SIM seria muito mais vantajoso nao apenas para os ativistas veganos, como tambem para os pobres animais que esta sendo visados para a lista maldita.

  6. Estou adorando! Infelizmente o assunto tem a ver com morte de animais para consumo, mas que despertou a polêmica que está engasgada na garganta de muitos veganos, ah! isto sim. Parabéns pessoas pela matéria e pelos comentários tb. Espero que saiam coisas boas deste episódio e que todos vejam a situação de TODOS os animais do planeta, não somente um em detrimento de outro.

  7. Este texto é simpático mas ignora a relação de amor que se establece com um animal.Amigos deixaram de comer coelho assim que ofereceram um à filha.Uma amiga não come frangos porque tem um galito de estimação…No entanto comem carne…Talvez se chegue a alguma conclusão se se analisar a capacidade de criar laços com as diversas espécies de animais.Tem ser possível uma relação nos dois sentidos…

  8. Acredito que o motivo da discussão seja muito mais simples do que está sendo sugerido. O motivo (pelo menos para nós brasileiros) em nos escandalizarmos com o consumo de carne de cavalo é puramente cultural. Quem come carne sabe que os mais velhos sempre se referiram à diferentes animais quando a carne bovina apresentava um aspecto suspeito. – “Não sei não, isso deve ser carne de cavalo”, “barato assim, deve ser carne de cachorro”, “Esse churrasco aí deve ser de gato”. Toda carne, que não fosse bovina, ovina ou peixes, eram tratadas como proibidas, estranhas, algumas até entraram pro cardápio como exóticas (jacaré, javali, capivara, rã, etc..), mas quando se ouve “carne de cavalo”, a lembrança que vem é das piadas e desconfianças que são extremamente arraigadas em nossa cultura.

  9. a maioria da população desconhece os malefícios que é comer carnes de animais mortos, em programas de culinária na TV só cozinham carnes e incentivam as pessoas a consumir cada vez mais carnes de animais. Infelizmente ainda levaremos muitas décadas para mudar isso.

  10. Excelente matéria! O objetivo de cada um de nós é exatamente questionar, analisar, repensar, ou seja, exercer a tão exaltada e esquecida “racionalidade”, para mudar culturas, tradições e comportamentos absolutamente bárbaros e absurdos para o nível de consciência que deveríamos ter! Imaginem seres extraterrestres aqui chegando e por se comunicarem telepaticamente, nos sentenciando inferiores, escravos e comida! Que moral teríamos para reclamar se assim fazemos com as outras espécies?

  11. O que está por trás desta questão é o especismo, oriundo do antropocentrismo humano. E este tipo de visão de mundo baseado simplesmente na espécie humana e suas vaidades é um paradigma impulsionado nas sociedades pelos grupos que constituem suas elites políticas e, principalmente, ECONÔMICAS. A saída para este tipo de pensamento é a adoção do paradigma da corrente filosófica da Ecologia Profunda (proposta pelo filósofo norueguês Arne Naess, na década de 70). A esse respeito escrevi um artigo em meu blog que, talvez, possa interessar-lhes. Vejam no link: http:// lutkenhaus.blogspot.com.br/2012/05/porque-tratamos-os-animais-com.html

    Abraço a todos, muita consciência ecológica e obrigado pela atenção e espaço para comentário.

    Paulo Lutkenhaus

  12. O ABATE DE CAVALOS, PRINCIPALMENTE OS MATADOUROS CLANDESTINOS É MIUTO MAIS CRUEL DO QUE DE BOIS EM MATADOUROS CREDENCIADOS. TODO ABATE DE ANIMAIS É CRUEL ,NÃO DEVEMOS COMER CARNE DE NENHUM ANIMAL,MAS CAVALOS NÃO SÃO CRIADOS P ABATE. SÃO USADOS A VIDA TODA P TRAÇÃO ANIMAL E DEPOIS DE VELHOS, AINDA PASSAM P ESSA ULTIMA CRUELDADE ! SEREM ABATIDOS P APROVEITAREM SUA CARNE ! PORISSO TEM MUITA DIFERENÇA. CAVALOS JÁ TGRABALHARAM A VIDA TODA, NÃO DEVEM SER MORTOS P SE COMER.