Cientistas criam 1º banco de material genético de aves em risco de extinção


Um grupo de cientistas mexicanos criou o primeiro banco de germoplasma (material genético) de aves em risco de extinção da América Latina, entre elas o quetzal de cauda longa, para facilitar a preservação e a reprodução dessas espécies.

“Nossa intenção é aplicar técnicas que permitam obter, recolher e guardar células de aves e utilizá-las para a reprodução artificial”, disse à Agência Efe Mary Palma, responsável pelo projeto.

O banco está localizado nas instalações do santuário das aves de El Nido, em Ixtapaluca, no estado do México, que abriga mais de três mil pássaros de 600 espécies, muitas delas em risco de extinção.

Esse refúgio, que pertence a um grupo civil fundado há 47 anos pelo veterinário Jesús Estudillo, que morreu em 2010, ampara cada uma das espécies por casais e em pequenas comunidades, o que transforma o local “em um habitat favorável para a proliferação”.

Segundo a pesquisadora, esse projeto, o primeiro na América Latina, e “talvez no mundo”, deve ser desenvolvido “imediatamente”, por causa do perigo “latente de desaparecimento de importantes espécies que estão começando a sentir as mudanças climáticas e outros fatores como a poda de florestas e a devastação da fauna”.

A cientista explicou que há vários anos o México, assim como outros países, conta com bancos de material genético para conservar o sêmen de mamíferos, principalmente do gado.

No entanto, Mary disse que os sistemas utilizados para a preservação criogênica (técnicas de congelamento) de sêmen de aves não são iguais ao dos mamíferos, já que “são células mais frágeis”.

A especialista, responsável pela saúde das aves de El Nido, comentou que nos últimos anos a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) começou a organizar seus próprios bancos de germoplasma, mas por enquanto “estão destinados apenas a aves de gaiola”.

Esse projeto será liderado por pesquisadores do Instituto Nacional de Saúde Pública do estado de Morelos, além da Universidade Autônoma Metropolitana (UAM) da Cidade do México.

O santuário de aves, chamado por seus funcionários de “Arca de Noé aviária”, é reconhecido internacionalmente por ser um dos primeiros a conseguir com sucesso a reprodução de espécies ameaçadas, e recebeu do Fundo Mundial para a Vida Silvestre e as Nações Unidas o prêmio Global 500 em 1993.

O centro é sustentado pelas doações e a participação de 2 mil voluntários que dividem todos os dias da semana o trabalho árduo de limpeza e manutenção do local.

O santuário está aberto ao público para sensibilizar as pessoas e convencê-las sobre a importância de proteger o meio ambiente.

Mais de 600 espécies como águias, falcões, corujas, periquitos, cacatuas, araras, tucanos, faisões-argus, quetzais e aves ancestrais como ou casuar, originário da Nova Guiné e Austrália e uma das mais antigas do planeta, podem ser vistas em ambientes que tentam recriar o habitat do qual procedem.

Fonte: Terra


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.

Você viu?

FELICIDADE

TRATAMENTO MÉDICO

PROGRESSO

GANÂNCIA

DESTRUIÇÃO AMBIENTAL

COREIA DO SUL

VEGANISMO


LEIA EM PRIMEIRA MÃO AS NOTÍCIAS MAIS ANIMAIS DO MUNDO

>