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Aldeia na Índia é deslocada para dar habitat para tigres

16 de fevereiro de 2012
2 min. de leitura
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Foto: Adeel Halim/Reuters (arquivo)

Uma aldeia chamada Umri, com mais de 350 pessoas, foi deslocada na semana passada para uma nova localização, com o objetivo de melhorar o habitat dos tigres. A aldeia situava-se na reserva de tigres Sariska, no estado de Rajasthan, que fica no Norte da Índia, colado ao Paquistão, e é a segunda aldeia no país a ser deslocada devido aos tigres.

“O processo foi feito em cooperação com as famílias. Vai ajudar a assegurar um habitat próprio para os grandes felinos, por isso tanto os governos dos estados como o centro (o Governo federal) estão a trabalhar para isso”, disse R. S. Shekhawat, director do campo do parque nacional, à AFP.

As autoridades compensaram as 82 famílias da aldeia com uma quantia de 15.500 euros ou com uma área de terreno mais dinheiro para construírem casas. Os novos terrenos ficam nas imediações da reserva, onde haja solo arável.

Existem 11 aldeias no centro do parque, com uma população de 2500 pessoas, o objectivo é ir deslocando as aldeias para que o parque se torne seguro para os tigres. Há quase cinco anos, uma outra aldeia da região também foi deslocada.

Em 2002 existiam 16 tigres no parque, o número chegou a descer a zero, hoje são cinco. O parque tem 866 quilómetros quadrados. “Para manter uma reserva com este tamanho, precisamos de um número mínimo de 20 tigres fêmeas para ajudar na reprodução de uma população viável de 80 a 100 tigres”, disse P. S. Somasekhar, responsável pela conservação das florestas do estado, à BBC News.

O tigre é um animal protegido na Índia. A população aumentou de 1411 para 1706 indivíduos, entre 2007 e 2011, graças a uma política de conservação que vigora no país. Mas o número é uma sombra comparando com os 100.000 tigres que existiam há um século.

Contra o contrabando de tigres

O habitat do tigre, embora já tenha no passado chegado ao Cáucaso, está agora reduzido à Índia e a áreas fragmentadas do sudeste da Ásia e numa pequena região da Sibéria, com uma população que não ultrapassa os 3200 tigres, segundo a WWF, distribuídos por seis subespécies.

Entretanto, os responsáveis da polícia dos 13 países onde ainda existem tigres, reuniram-se nesta semana para acordarem um plano contra o comércio ilegal de tigres e melhorarem a comunicação entre fronteiras para protegerem o grande felino.

O seminário feito em Banguecoque, capital da Tailândia, foi organizado pela Interpol. “Os nossos esforços para lutar contra o crime [feito aos] tigres não pode só resultar em apreensões – tem que resultar em acusações e condenações, e em penalidades fortes de modo a parar a corrente de contrabando”, disse John Scanlonm, secretário-geral da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies em Perigo, citado pela BBC News.

Fonte: Ecosfera

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