Touros abandonados após uma vida de exploração estão morrendo doentes em ilha da Espanha


Por Lilian Regato Garrafa  (da Redação)

A ONG AnimaNaturalis denunciou publicamente o abandono de quinze touros que há anos vivem em uma pequena ilha no rio Ebro, que passa pela cidade de Tortosa, na Espanha. Dos vinte animais, pelo menos cinco já morreram. A ONG exige que a autoridade local tome as medidas necessárias para evitar a morte dos touros que ainda restam.

(Foto: Reprodução/AnimaNaturalis)

Uma equipe da AnimaNaturalis chegou à ilha onde estes touros sobrevivem há anos. A situação é insustentável. Atualmente pelo menos cinco dos touros abandonados morreram, enquanto outros quinze mostram deficiências físicas graves, em decorrência de desnutrição, doenças e do abandono que enfrentam.

A ONG exige que as autoridades, em caráter emergencial, tomem medidas adequadas obrigatórias por lei para acabar com essa grave situação e evitar que os touros continuem morrendo. “Enquanto muitas pessoas de Terres de l’Ebre declaram publicamente que respeitam e gostam de touros, a realidade é bem diferente. Infelizmente estes animais só lhes interessam quando são torturados nas arenas ou são amplamente explorados nos correbous (touros de fogo). Os touros só têm valor quando de sua cruel exploração se obtém lucro. Se não forem utilizados para esse fim, sua vida não vale nada”, afirmou Jorge Laia, representante da AnimaNaturalis em Terres de l’Ebre.

(Foto: Reprodução/AnimaNaturalis)

A AnimaNaturalis exige que as autoridades cumpram sua obrigação de garantir o bem-estar dos animais na região e cuidem desses touros que foram abandonados à própria sorte em um lugar onde não há alimento e ninguém que se responsabilize. Embora alguns moradores, preocupados com o abandono desses animais, tenham levado ração, seu gesto não foi suficiente. Como pôde ser comprovado pela ONG nesta manhã, a saúde dos touros é lamentável.

(Foto: Reprodução/AnimaNaturalis)

Estes animais vivem em estado selvagem há anos, quando foram abandonados na ilha do Ebro pelos responsáveis pela empresa Pedro Fumadó, que cria touros para exploração em festas e eventos como touradas.

“Este conflito remonta a 1995, quando pela primeira vez se exigiu que a Fumadó transferisse os touros para um lugar mais apropriado para o cuidado; eles se recusaram, dizendo que tal mudança de local seria muito cara. É intolerável. Esperamos que os veterinários públicos se apresentem no local e informem essa situação o mais rapidamente possível”, encerra Jorge Laia. A AnimaNaturalis exige que, uma vez que os animais sejam atendidos e estejam sob guarda, tomem-se as medidas legais necessárias, a fim de investigar as responsabilidades por esta gravíssima situação.


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