Por Camila Arvoredo (da Redação)

Créditos foto: Thebeatlesislife.com

O cantor e ex-Beatle Paul McCartney se posicionou contra a política francesa atual que proíbe as cantinas francesas de servirem opções vegetarianas nas escolas. Essa proibição lhe pareceu um atraso ao progresso, de acordo com o inglês “The Telegraph”. O ministro da agricultura francesa Bruno Le Maire pretende instaurar o projeto de interdição a partir de janeiro 2012.

“O direito de viver segundo seus princípios vai de encontro com a carta de direitos fundamentais da União Europeia”, reagiu McCartney. “Ninguém precisa comer animais, e com a dieta vegana combate-se automaticamente o aquecimento global, além de diminuirmos o risco de doenças cardíacas”, disse o ex-Beatle.

12 COMENTÁRIOS

  1. É isto aí amigo! Sempre se posicionando com bom senso e atento nas agressões que os grupos econômicos sempre impõe em prejuízo da saúde seja de humanos ou não.
    Obrigado por existir e ser tão lúcido.
    Vejam o tamanho do absurdo, estão querendo PROIBIR AS OPÇÕES VEGETARIANAS.
    Esta OPÇÃO deveria ser instituída por LEI em todas escolas de todos os países.
    Pois trata-se de uma OPÇÃO, que é um DIREITO DEMOCRÁTICO, além de ser benéfico para
    a saúde e econômico para o Governo.
    O que está por trás de tudo isto, como sempre, é o poderio da INDÚSTRIA DA MORTE, que não quer ceder espaço e nem PERMITIR a oportunidade de se LIBERTAREM DELES.
    Paul, os Animais, a Natureza e a Humanidade Consciente estão contigo e lhe agradece.
    paz@conexaovegetariana.org

  2. O sr. McCartney não é vegetariano, muito menos vegano. É impressionante como é fácil criar um mito. Um onivoro consciencioso.
    Obviamente é um absurdo proibir as crianças vegetarianas de terem opções sem ingrediente de origem animal na escola, mas o sr. McCartney não é a figura ideal para fazer o discurso pró-vegetarianismo.

    Para os veganos e fãs da realeza: http://www.veganospelaabolicao.org/component/content/article/71-mylene-ouellet/299-meat-free-mccartney

    Uma pessoa que defende projetos bem-estaristas de um dia da semana sem carne, não deveria ser levado a sério. Mas como isso faz sucesso com a massa, estou pensando em indicar para um colega deputado a criação de um projeto de “terça sem assalto”, “quarta sem violência no transito”, “quinta sem pedofilia”, “sexta sem estupro”…

  3. Leon, preocupe-se menos com quem diz e mais com o quê diz. Dessa vez ele acertou, e é isso que importa.

    E o “Segunda Sem Carne” é um projeto importantíssimo. Saia do seu mundinho vegano e entenda que a maior parte dos seres humanos sequer saber o que o termo “vegano” significa. Instituir um dia na semana vegetariano é um passo inicial excelente.
    Menos reclamação. Mais pragmatismo.

  4. Acho que para ter mais pessoas se tornando vegans,precisaria ter mais produtos alimenticios a base de proteina vegetal.Digo os industrializados como queijo tofu tipo minas,iorguerte de leitr de soja,yakult de leite de soja,salsicha vegetariana,lasanha vegan.Tem uma parcela imensa da população que me contam tambem que adorariam se tornarem vegans,mas o leite de soja ainda custa mais caro que o de vaca.A industria alimenticia esta perdendo um filão enorme de lucros não enxergando isto.Já eu me tornei vegetariana por amor aos animais de outras especies.

  5. Caro Eduardo, incomodei criticando um ovolacto, foi?

    O meu mundinho vegano, é o primeiro e fundamental passo para tirar os animais da condição de propriedade. Fazer o quê, se isso incomoda os acomodados.

    Se você tivesse a mínima noção do movimento animalista brasileiro saberia que eu faço a minha parte para que o termo veganismo fique conhecido.

    E desde quando não comer carne é vegetarianismo? No meu mundinho eu não aprendi que ovo e laticínios davam em arvores ou brotavam da terra. E Eduardo, eu não estou reclamando de nada, só estou apontando a incoerência de vocês bem-estaristas. Já são mais de duzentos anos que vocês batem nessa tecla do “um passo inicial excelente”.

    Os animais não precisam de pragmatismo e sim da abolição de sua escravidão.

    No meu mundinho não fazemos genuflexão diante de pop stars bem-estaristas.

  6. Leon Denis, você não acha que a mudança é um processo? Nada muda de uma hora para outra, pelo menos não verdadeiramente. O ovolactovegetarianismo é realmente um passo importantíssimo para o veganismo. Foi assim comigo, e tenho certeza que para a maioria dos veganos, também. Se você conseguiu se tornar diretamente vegano, ou melhor ainda, se já nasceu vegano, meus parabéns, porque não é o que acontece com a grande maioria das pessoas.

  7. Evorah,
    Com certeza a mudança é um processo. Retirar as carnes, depois o ovo, depois os laticínios, etc. etc. só é um passo para quem realmente tem interesse em desanimalizar seu consumo, e busca isso diariamente, é um exercício constante, mais fácil para uns, menos para outros. Os bem estaristas que eu estou criticando passam anos como ovolatos, e isso se chama comodismo. O Sr. McCartney conhece bem o veganismo, o bem-estarismo, o abolicionismo, o vegetarianismo, os direitos animais, e toda a problemática que envolve nossa relação com os outros animais ha pelo menos três décadas. Ser ovolacto durante esse tempo todo não é nada mais que comodismo.
    Quanto a minha mudança, sou um damasceno, na linguagem reganiana.