Vizinhos de enfermeira relatam agressões diárias a yorkshire


Moradores do edifício onde crueldade contra animal
foi filmada afirmam que ele apanhava diariamente e passava fome

Moradora do prédio onde ocorreu a covardia diz que: "Tudo o que ela visse na frente ela tacava no cachorro". Foto: r Monique Renne/CB/D.A Press

Desde que comprou a pequena yorkshire, a enfermeira batia na cachorra. É o que dizem os vizinhos da moça de 22 anos protagonista de um vídeo em que agride sistematicamente a cadela, que acabou morrendo. O espancamento ocorreu diante da filha dela, de cerca de 3 anos. O Correio conversou com uma moradora que testemunhou a violência por diversas vezes. Segundo ela, houve vários desentendimentos entre sua família e os vizinhos por causa da maneira como eles tratavam o animal. Quando eles decidiram chamar a polícia, já era tarde e a pequena Lana, de 2 anos, já estava morta.

A convivência entre as famílias começou há cinco meses, quando o prédio, no bairro Formosinha, em Formosa (GO), foi concluído e os inquilinos se mudaram. A enfermeira, o médico e a filha são de Flores (GO) e haviam se mudado para a cidade havia pouco tempo. A convivência, disse a moradora, nunca foi boa. “Ela nunca foi com nossa cara. E não deu uma semana depois que compraram o cachorro, a mulher já começou a bater nele. A gente ouvia ela batendo, xingando. Ela não é certa da cabeça, não”, contou a vizinha. Segundo ela, a cadela ficava na área de serviço do apartamento, onde não há cobertura. Se chovesse, o animal não tinha proteção.

“Ela não dava comida. A mulher pegava balde, ia lavar a área e molhava a cachorra e a deixava no frio, coisa mais feia do mundo. Tudo o que ela visse na frente ela tacava no cachorro. Não estava nem aí, não. Pegava e jogava como se fosse uma bola. Chutava ela, tudo na frente da menina dela. Não foi a primeira vez que ela bateu no cachorrinho na frente da menina”, descreve. Ela contou ainda que, após tanto tempo de agressão, o animal de estimação já não andava direito e também não chorava.

No dia em que o vídeo foi gravado, a família decidiu chamar a polícia porque a intensidade da tortura atingira o limite. “A gente viu que ela estava batendo para matar. A gente não sabia o que fazer. Não podíamos invadir a casa dos outros”, alegou. Segundo ela, ao contrário do que disse a polícia, o cachorro já estava morto quando os bombeiros e policiais militares chegaram. “Ela precisa pagar pelo que fez. Eu nunca a vi batendo na menina, mas todas as vezes em que ela batia na cachorra, a criança estava perto”, afirmou. Como testemunharam as agressões, todos da casa foram intimados a prestar depoimento. Agora, ressaltou a moradora, a única coisa que eles querem é se mudar do prédio. “Não aguentamos mais. Já até achamos outra casa”, contou.

Investigação
O Conselho Tutelar de Formosa acompanha as investigações, mas pouco pode fazer enquanto o inquérito não for concluído. Segundo o conselheiro Rafael da Silva Dias, mãe e filha devem ser avaliadas por psicólogos amanhã. A guarda da criança pode ser questionada na Justiça, se houver o entendimento de que a enfermeira infringiu o Estatuto da Criança e do Adolescente, que diz ser crime expor criança ou adolescente a vexame ou constrangimento. A pena prevista é de dois a três anos de prisão. Por maus tratos aos animais, a pena é de três a um ano de detenção. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar as acusações e a enfermeira será a última ouvida antes do indiciamento.

Fonte: Por Ariadne Sakkis – Correio Braziliense

Nota da Redação: Assine a petição.


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