Clínica tenta alternativa para recuperar pata de cão arrastado por carro, em Piracicaba (SP)


Chance de reconstituição é de 10%; diagnóstico sai no final da tarde.

Foto: Reprodução/EP Piracicaba

A clínica que cuida do rotweiller que foi amarrado pelo próprio tutor e arrastado pelo carro na quarta-feira (2) em Piracicaba (SP) avalia a possibilidade de recuperar a pata mais ferida do animal. Eles buscam uma alternativa para a primeira avaliação médica, que previa amputação do membro. Para isso, os médicos realizam exames e testes clínicos no cão na tarde desta quinta-feira (3).

Segundo o veterinário Armando Frasson, a chance de amputação da pata anterior direita (da frente do animal) ainda é de 90%. O cão teve pedaços de asfalto grudados no osso deste membro.

“Precisamos saber se ele terá sensibilidade. Se houver a mínima chance, como esperamos que haja 10%, nós vamos tentar fazer uma reconstituição do membro para mantê-lo”, disse Frasson.

A reconstituição poderá ser feita por meio de enxerto de tecido e a reconstituiçao óssea seria com a utilização de pinos, placas e parafusos. O animal teve várias lesões na pata que, com o atrito com o solo, teve gastos pele, músculo e tendões até atingir a parte óssea.

O veterinário também informou que houve escoriações na barriga e queimaduras do asfalto. “Ele tentou correr muito, pois as patas estão desgastadas. Depois, acabou deixando ser arrastado. Foi uma crueldade”, afirmou Frasson.

O animal ainda está com curativos nas outras patas, que também tiveram muitas lesões nos tecidos moles, chamados de coxin, que é a pele que fica embaixo da pata. “Ele está com curativos e não vou tirá-los até ter todos os exames em mãos”, afirmou.

Ele garantiu ainda que a amputação não é descartada e que ela ainda é grande. “Temos que ser otimistas. O problema foi também que ele perdeu muito sangue”, finalizou Frasson.

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Internautas organizam, pela rede social, uma manifestação de repúdio à agressão ao animal, O protesto ocorrerá nesta quinta-feira (2), às 15h, na praça José Bonifácio.

O tutor do animal ainda não foi localizado. O boletim de ocorrência foi registrado no plantão policial como prática de abuso a animais, crime previsto no artigo 32 da lei de defesa ao meio ambiente. Testemunhas também informaram a placa da picape Ford Courier usada na ação, que é investigado pelo 2º Distrito Policial.

Fonte: EP Piracicaba


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