Primeiro-ministro é convidado a visitar canil de Lisboa


“Estava condenado a morrer, mas quem ali o prendeu à morte teve azar, pois eu gosto da natureza e passei ali a tempo de o salvar”, contou orgulhosa à agência Lusa.

Como Sônia, muitos destes participantes acreditam que animais e humanos podem conviver em harmonia, mas não têm dúvidas de que tal só será possível com um empurrão: a alteração da legislação.

Ana Paula Cruz, da Associação Portuguesa de Direito dos Animais e Ambiente (APDAA), que promoveu a vigília de ontem, explicou à Lusa que é prioritário que “os animais deixem de ser uma coisa”, tal como está definido no Código Penal.

“Queremos a alteração dos Códigos Civil e Penal, acabar com a matança dos animais domésticos, criminalizar os maus-tratos e abandono, a esterilização obrigatória dos animais errantes e abandonados, bem como o registo de todos os criadores de animais, que terão que obedecer a normas”, explicou.

Junto a Ana Paula Cruz, outra defensora dos direitos animais cobre-se com um cartaz onde se lê “Pelo fim do abate nos canis municipais”. Esta é, aliás, outra bandeira da APDAA, como explicou Ana Paula Cruz. “Temos vários municípios a não praticarem a matança de animais e este é um bom sinal que, infelizmente, não é seguido por todos”.

Um mau exemplo, para esta associação, é o que se passa no Canil Municipal de Lisboa que, acusa, está “ilegal” e pratica “a matança de animais saudáveis”. Talvez por isso o convite ontem endereçado ao primeiro-ministro, expresso num cartaz, para visitar o Canil Municipal de Lisboa, em Portugal.

Situações que não aconteceriam se, garantiu Ana Paula Cruz, a Direção-Geral de Veterinária (DGV), enquanto órgão fiscalizador do Ministério da Agricultura, cumprisse este seu papel. “Em cerca de 300 canis, só 80 estão licenciados, mas a DGV sabe disso e nada faz”, adiantou.

A vigília prosseguiu até à noite, estando previsto para mais tarde o acender de velas em homenagem a todos os animais “vítimas de maus-tratos”.

Fonte: Os Bichos


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