No aniversário de morte de São Francisco de Assis, mundo comemora o dia do animal


Dia 4 de Outubro, comemora-se mais um Dia Mundial do Animal. Este dia foi escolhido por coincidir com a data em que se assinala a morte (em 1226) de São Francisco de Assis, padroeiro dos animais. Segundo os escritos, este homem que mais tarde veio a ser santificado pela igreja católica, adorava animais, chegando mesmo a comprar alguns apenas para liberta-los.

Foto: Divulgação/ PB

Há pouco mais de setenta anos a data foi criada, no momento poucos podiam prever que num futuro não muito longínquo esta data iria ser tão importante para a consciencialização das populações. Há que mudar a mentalidadese acreditar que ainda é possível travar o desaparecimento de muitas espécies que estão ameaçadas.

Já antes, em 1908, se tinha comemorado um dia do animal, o que veio a acontecer nos anos posteriores, só que até aos anos 30 do século XX este dia variava no calendário, sendo adaptado às circunstâncias da época.

No princípio da década de trinta, quando se fixou a comemoração nesta data, as preocupações eram ainda muito insípidas quanto às verdadeiras necessidades dos animais, quer dos domésticos, quer dos animais de grande porte, quer ainda dos animais silvestres e exóticos.

Nesta época, as mesmas pessoas que supostamente defendiam os direitos dos animais, podiam ser as mesmas que se deslocavam a África para caçar um rinoceronte, ou que tinham já participado numa sangrenta caça ao tigre da Tasmânia, que em 1936 se veio a extinguir, ou introduzindo espécies não autóctonas noutros continentes ou locais, com as consequências que hoje todos conhecemos.

Neste início de século as preocupações são outras: proteger as espécies mais vulneráveis, educar as crianças para os direitos dos animais e promover as alterações necessárias para que todos os animais possam usufruir dos direitos que a todos assistem. Talvez daqui a alguns anos seja mesmo possível olhar para trás e comemorar a data por se terem conseguido atingir os objetivos a que hoje nos propomos.

Hoje, sabemos que 80% dos peixes da zona de pesca europeia desapareceram e que nada foi feito para inverter esta tendência, que os ursos polares correm o risco de desaparecer a curto prazo por causa das alterações climáticas, que o lince ibérico corre ainda o risco de se extinguir, muito por causa da doença hemorrágica dos coelhos, que os orangotangos de Sumatra podem não sobreviver mais de dez anos se continuar o desmatamento a que esta zona está a ser sujeita, que grande parte dos répteis australianos está desaparecendo por causa da introdução do sapo-cururu no território há cerca de 70 anos, que as cabras introduzidas nas ilhas Galápagos destruíram muita da flora e provocaram o consequente desaparecimento de parte significativa da fauna nestas ilhas, ou que os golfinhos baiji podem já não existir devido à necessidade de construir grandes barragens no rio Yang Tsé.

Também em África as preocupações são muitas, quer com as populações, quer com os animais. É difícil explicar a um caçador que tem filhos para alimentar que não deve caçar um gorila e que a curto prazo esta espécie não existirá, por esta causa, ou devido à epidemia de Ébola que grassa entre estes animais. Para este caçador, o alimento que trará para os filhos e o dinheiro que receberá de algum suposto feiticeiro tribal por algumas partes do corpo do animal podem fazer a diferença entre morrer ou viver. Em países dilacerados por guerras que as suas população não querem, mas onde outros interesses se sobrepõem, é preciso fazer algo para inverter estas situações. Mas as palavras não chegam palavras, é necessário passar aos atos e deixar que o Dia Mundial do Animal também chega a todo este magnífico continente.

Nos mares, a situação não é melhor que em terra. Na Ásia, todos os anos milhões de tubarões são apanhados para lhes serem retiradas as barbatanas e devolvidos ao mar ainda vivos, mas sem formas de locomoção, num sofrimento que só o Homem sabe infligir.

Por todo o mundo dito civilizado são milhões os animais que são abandonados nas ruas, por um dos mil motivos ou desculpas que todos conhecemos.

Por todos estes motivos e muitos outros, é necessário educar para o respeito pela biodiversidade para que, daqui a alguns anos, o que hoje é ensinado dê frutos e para que as questões ambientais estejam sempre na ordem do dia, garantindo assim o bem estar das populações, já que só o equilíbrio entre fauna, flora e ambiente em geral pode proporcionar a todos, e particularmente a nós humanos, um futuro risonho.

Fonte: Paraíba.com


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