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Tutor de cão morto após voo ao ES decide processar por danos morais

1 de outubro de 2011
3 min. de leitura
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O tutor do cão Santiago vai entrar com processo de danos morais e materiais na próxima semana contra as Linhas Aéreas Gol. De acordo com Fábio Cesar dos Santos, o cão teria morrido de parada cardiorrespiratória no dia 13 de setembro, por ter ficado mais de 10 horas em um lugar fechado, tempo maior que o previsto por causa de um atraso no embarque de São Paulo para Vitória.

De acordo com o esteticista de cães e tutor de Santiago, os documentos já estão reunidos. “Já juntei todo o material necessário e vou mandar para o meu advogado na semana que vem, para ele analisar da melhor forma possível”, disse Fabio Cesar.

Segundo o advogado Edison Lorenzini Junior, que atende ao caso, ele vai dar entrada no processo assim que os documentos chegarem em São Paulo. “A princípio, o processo será por danos materiais, referente aos gastos que a família teve e também por danos morais pela perda de um animal. Mas ainda preciso reunir a documentação e estudar tudo”, disse o advogado Lorenzini, que vai levar o casos para a Vara Cível de São Paulo.

Em nota, a Gol informou que lamenta profundamente pelo ocorrido. A empresa se prontificou a prestar esclarecimentos diretamente aos envolvidos.

Tutor diz que cachorro morreu após 10 horas de voo (Foto: Reprodução/ TV Gazeta)

Entenda o caso

Especialistas afirmaram que a Gol Linhas Aéreas foi negligente ao transportar o cão Santiago. A empresa se defendeu e disse em nota no último dia 20, que não transporta cães da raça bulldog e nenhuma de suas variações devido a dificuldade que tem em respirar. Por outro lado, a médica veterinária que atendeu Santiago, questionou a companhia por ter feito o transporte, já que a raça pug é similar a raça não permitida pela empresa.

“Eles foram negligentes. A anatomia da raça bulldog e pug é a mesma. Os cães destas raças possuem o céu da boca mais curto, eles podem se sufocar com a própria língua, o focinho é bem fechado e a traqueia é pequena. As características das duas raças são bem parecidas e possuem dificuldades na respiração. Porque eles não transportam bulldog e o pug, sim? Isso é um absurdo”, destacou a veterinária Lilian Deise Storkc.

Provas

Mariana Castelar, esposa de Fabio Cesar, disse que possui todas as provas que apontam a negligência da empresa no transporte aéreo. “O que aconteceu com o nosso cão foi negligência sim. Parece que algumas empresas não transportam cães da raça pug, mas eles nem mencionaram isso. Se a gente soubesse do perigo, não arriscaríamos a vida do nosso cão”, relatou Castelar.

Para embarcar os três animais do esteticista de cães Fabio César, foi necessário atestado médico de cada animal, separadamente, comprovando o bom estado de saúde para fazer a viagem de São Paulo para Vitória. No caso de Santiago, o laudo médico diz que o animal estava saudável. “Atesto para os devidos fins que atendi em consulta o canino Santiago e não encontrei sinais e sintomas clínicos de doença infecto contagiosa ou parasitose, estando clinicamente hígido”. Esse foi o laudo do médico veterinário Luis Eduardo Pinho Gonçalves, atestando que Santiago estava saudável no dia 12 de setembro, um dia antes de embarcar.

Fábio César levou Santiago a uma clínica veterinária em Vila Velha. A médica Lilian Deise Storkc atendeu o cachorro, mas disse que não deu tempo de medicá-lo. “Não deu tempo de fazer nada. Santiago chegou na clínica com parada respiratória, mas ainda tinha batimentos. A raça pug é muito sensível, quando entram em parada respiratória tem que correr contra o tempo. Ele chegou aqui com aquecimento corpóreo elevado, com mais de 42º, ele estava muito quente. O organismo dele entrou em colapso e em seguida, teve uma parada cardíaca”, disse a médica.

Fonte: G1

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