Crueldade nos laboratórios

Fim dos testes de cosméticos em animais para 2013 corre riscos

Por Natalia Cesana  (da Redação)

Foto: Reprodução/Affaritalian

A Comissão Europeia apresentou, em 13 de setembro, ao Parlemento Europeu e ao Conselho da União Europeia a relação anual de métodos alternativos à experimentação animal no setor de produtos cosméticos e as instruções que deverão decidir o destino final da Diretiva 2003/15CE, que prevê o veto das experimentações em animais de produtos destinados ao uso cosmético a partir de 2013.

Por meio desta diretiva, em 2004 entrou em vigor a primeira proibição, isto é, o comércio de cosméticos testados em animais. Depois, em 2009, foi dado um segundo passo que previa a quase total exclusão do uso de animais vivos para fins experimentais na área cosmética. Porém, ainda são praticados três testes fortemente invasivos: toxicidade por uso repetitivo, toxicidade reprodutiva e toxicocinética (absorção, distribuição, metabolismo e excreção da substância no exame). Por isso ainda são comercializados na Europa cosméticos testados em animais.

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O fim destes experimentos, ao menos nesta área de pesquisa, é previsto para 2013, mas ao apresentar a lista de procedimentos, a Comissão Europeia dá indícios de que tal proibição não será respeitada sob justificativa de uma suposta ‘falta de alternativas’ aos três testes ainda ativos. A previsão para o fim dos testes cosméticos, portanto, é de pelo menos 10 anos: ainda dezenas de milhares de coelhos, ratos e camundongos recebem injeções, são queimados e ficam cegos em todo o mundo em função dos cosméticos destinados à Europa.

A Comissão Europeia também avalia os impactos (ambiental, econômico, social e de benefício aos animais) que surgiriam com a proibição total da comercialização caso seja respeitado o prazo até 2013. E, com base em tal proibição, decidirá, até o fim de 2011, se apresentará uma nova proposta para modificar ou manter tal prazo.

A posição da Comissão é perceptível. Por isso, a Liga Antivivissecção (LAV) concentrou esforços em relação esse assunto.

É fundamental que o Parlamento Europeu respeite a proibição prevista para 2013, em consideração à clara posição contrária da opinião pública ao uso de animais no âmbito experimental. Levando em conta essa posição, é importante que a campanha contra os testes cosméticos continuem sendo apoiada e divulgada com o intuito de influenciar a decisão final das instituições chamadas a votar.

Nos últimos anos têm sido feitos muitos esforços econômicos, políticos e científicos para o desenvolvimento de métodos substitutivos ao uso animal que, além da vantagem ética, garantem mais segurança aos consumidores.

No mercado já existem mais de 20 mil produtos livres de crueldade. Veja a relação das empresas participantes.

As informações são do jornal italiano Affaritalian.

7 COMENTÁRIOS

  1. Acho muitíssimo bem……..aliás nem nunca deveriam ter submetido animais a esse tipo de situações….sim porque apesar de serem irracionais….sentem dor, medo, carinho, saudade, fome, sede amor…e se invertessemos os papéis…o que sentiriam os ditos racionais??????

  2. Sempre que falam desse assunto, eu sempre dou a mesma opinião:

    Porque não utilizam criminosos hediondos?
    Uma porque, em animais, muitos cosméticos/medicamentos não fazem o mesmo efeito, então não é 100% eficaz

    Mas, PRINCIPALMENTE, porque os animais não merecem essa tortura.
    Já abri essa discussão em um cursinho antigo, e fui motivo de piada.
    Já vi e li outras pessoas abrindo essa discussão, e foram motivo de piada também.
    Autoridades não sabem mais o que fazer com criminosos, por lotação de prisão, por falta de segurança suficiente no presídio e blábláblá.
    A população não fica muito P da vida quando vê na televisão/jornal notícias horríveis desses criminosos sem coração?
    Façam testes neles!

    Além de ser muito eficaz o resultado dos testes e do criminoso pagar (sofrendo, com razão) pelo o que fez…
    Os seres vivos mais puros do mundo ficariam livres desse tipo de tortura ridícula.

  3. Tenho a mesma posição da Nina. E acrescento, o governo gasta mais com criminosos na cadeia do que com estudantes de colégio público, que, teoricamente (fala-se tanto por aí), representam o futuro do país. Como se pode falar em desenvolvimento social sem educação de qualidade? Desde quando o poder de compra é mais importante?

    “O governo estadual gasta, por mês, R$ 2,98 milhões para manter em presídio fechado 2.980 homens e mulheres na
    região. Com esse dinheiro, seria possível bancar o estudo dos 10,9 mil alunos do ensino médio estadual em Rio Preto
    por quase dois meses. Isso porque um detento custa cinco vezes mais do que um aluno: enquanto o primeiro custa R$
    1 mil mensais para o poder público, o estudante tem um custo de apenas R$ 170 no ensino fundamental e R$ 205 no médio.” Diário da Região

  4. Concordo com a Nina…sempre pensei nessa possibilidade..estupradores,sequestradores,assassinos,terroristas…nossa nao vai faltar “cobaia humana”….por que judiar dos inocentes? por que eles nao podem falar? o olhar de um animal vale mais que mil palavras…CHEGA DE TORTURAS EM NOME DA CIENCIA!

  5. Evoluímos muito, não é mais admissível que continuem fazendo essas barbaridades com os animais. O mundo está cheio de cidadãos conscientes e hoje lutamos pelo que achamos certo. As empresas que ainda utilizam essa prática estão com os dias contados. Os consumidores não admitem mais maus tratos aos animais.

    Divulguem! A omissão não ajuda.

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