Aves apreendidas por BPA serão reinseridas em florestas por Ibama


Foto: Assessoria/Arquivo

Só neste mês de setembro, o Batalhão da Polícia Ambiental (BPA) apreendeu quase 200 aves em várias localidades da capital alagoana, Maceió. Só na última operação do BPA – denominada ‘Pássaro Livre’, realizada no último domingo (25), apreendeu mais de 140 pássaros mantidos em cativeiros localizados nos bairros do Tabuleiro, Chã da Jaqueira e Levada.

Depois de apreendidos, os pássaros são encaminhados ao Ibama, que os devolvem ao seu habitat natural. O diretor do Centro de Triagem de Animais Silvestre (CETAS) do Ibama de Alagoas, Mário Daniel Sarmento, explicou como esses animais são reinseridos na natureza.

“Existem estudos, levantamento feitos pelos profissionais do Ibama onde já identificaram as características de cada localidade. Através desses estudos já sabemos para onde levar cada animal. Não é sempre o mesmo lugar. Vai de acordo com a espécie, nicho, habitat… Enfim, eles são destinados para o seu devido lugar”, explicou Daniel Sarmento.

Sobre uma possível destinação desses animais para locais com intensa ação humana, como no litoral Sul de Maceió, nas proximidades da Ilha de Santa Rita, Daniel Sarmento foi enfático ao afirmar que não se pode simplesmente soltar esse animais, em qualquer lugar, sem pensar em como eles vão se alimentar, procriar, se desenvolver.

“Existe uma atividade humana muito grande naquela região e não existe condições de soltar pássaros ali. Se houver a soltura ali, o que vai acontecer? Esses pássaros com certeza seriam recapturados pela população”, explicou. “Como eles iriam se alimentar? A população ia dar comida? Não pode. Eles iam procurar outros lugares para se alimentar, iam para outras localidades e seriam alvos fáceis de recaptura”, garantiu o diretor do CETAS. “Naquela região só poderia haver uma soltura se fosse de caranguejo”, brincou Daniel.

Segundo Daniel Sarmento, essas aves precisam ser destinadas a regiões com uma biodiversidade já desenvolvida, interessante e onde exista abundância alimentar.

Fonte: Primeira Edição


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